38 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 consumidor escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados. Segundo ela, a especulação imobiliária está em alta, principalmente em terrenos próximos à linhas de transmissão de energia. Bárbara explica que os donos de imóveis nessas condições, sejam particulares ou empresas do setor imobiliário, já perceberam que detêm ativos valiosos para negociação. Outro problema mapeado pela especialista é a construção dos centros de dados, do ponto de vista de quem foi contratado para realizar a obra. Segundo ela, para os projetos de grande escala, chamados de hyperscale data centers, voltados a operações intensivas em armazenamento e processamento, o processo está consolidado. Nesse caso, o modelo envolve grandes empresas de tecnologia contratando os chamados epecistas, que concentram o desenvolvimento de projeto, compra de materiais e construção. E fazem a entrega do projeto funcionando (turnkey ou chave na mão, como são conhecidos). O cenário muda nos empreendimentos de data centers menores, também conhecidos como edge data centers, onde pode haver uma informalidade de contratação. Em vez de acordos formais, uma iniciativa comum são as ordens de pedidos, o que pode levar a litígios quando o encontro de contas entre empreendedor e construtor não é consensual. Segundo Bárbara, os data centers demandam soluções sofisticadas de infraestrutura elétrica e térmica, sistemas de segurança, além de requisitos elevados de disponibilidade e resiliência. “Não se trata apenas de construir, mas de entregar uma estrutura crítica, comissionada e pronta para operar sem interrupções”, finaliza. n Mapeamento da consultoria Cela aponta que o segmento de data centers fechou 11 contratos de suprimento de longo prazo de 2021 a 2024, equivalente a 330 MWmed Foto: Divulgação Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de
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