e-revista Brasil Energia 496

42 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 autoprodução de sua própria eletricidade. São estimativas que constam do Plano Decenal de Expansão de Energia 2034. Segundo o Balanço Energético Nacional de 50 anos da EPE, a participação do setor industrial no consumo de energia foi de 32,1% do consumo final energético total do País, apresentando, de modo geral, uma trajetória de crescimento ao longo de meio século. Mas a partir de 2011 a trajetória de crescimento da participação do setor industrial no consumo final energético passou a cair junto com a retração da indústria. Assim, a década de 2010 foi a única onde o consumo energético da indústria recuou (7,5%) ao longo desses 50 anos. Como resultado, neste último decênio, a indústria reduziu sua participação no consumo final energético do país. Esse declínio no consumo vem acompanhado do aumento na autoprodução, movimento que está na origem da industrialização brasileira, segundo o livro História da Autoprodução no Brasil, da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape). Segundo o presidente da Abiape, Mário Menel, em entrevista a Brasil Energia, a autoprodução é o arranjo mais antigo do Brasil, quando os industriais investiam na geração de energia para desenvolver seus negócios sem depender da oferta das companhias elétricas de então. No início, ainda no século XIX, o investimento era em usinas hidrelétricas. Mais recentemente a geração cresceu com a biomassa, principalmente a bagaço de cana e a lixívia ou licor negro, entre as décadas de 1970 e 2000, produção associada aos setores sucroalcooleiro e de papel e celulose. A participação na produção total de eletricidade era em torno de 2% e a partir do Fonte: BEN 50 Anos Trajetória do consumo final energético na indústria e nos demais setores

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