e-revista Brasil Energia 496

Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 43 Fonte: BEN 50 Anos ano 2000 a biomassa ganhou relevância, crescendo a taxas de 10,8% ao ano e elevando a sua participação na matriz elétrica para 8%. Para Menel, esse investimento se justifica pelos altos encargos do setor elétrico e pela necessidade de controle dos custos de um insumo tão importante quanto a eletricidade. E, claro, para o aproveitamento dos resíduos gerados no processo produtivo. As novas fontes de geração de energia são basicamente destinadas à produção de calor de processo, necessário, por exemplo, para as caldeiras, ao aquecimento direto, para os fornos, e eletricidade, através da cogeração, que reduz as perdas nas conversões energéticas pela conjugação da geração de eletricidade e de vapor para uso nos processos industriais. É o caso, por exemplo, da Piracanjuba que atua com cogeração gerando eletricidade com biomassa de madeira de eucalipto de florestas próprias para suas ETEs de tratamento de efluentes, obrigatório para a atuação da empresa, e para a usina de geração de vapor para a produção industrial. O plano da empresa, segundo seu diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Jefferson Dias de Araújo, é melhorar a eficiência e a produtividade da companhia, mas também reduzir a emissão de CO2 e contribuir para o meio ambiente, impactando a percepção dos consumidores e dos funcionários quanto à preocupação da marca com a preservação do planeta. A Suzano, que atua na área de papel e celulose, também aproveita a biomassa e os resíduos da produção para gerar a própria energia, tornando a empresa 100% autossuficiente no consumo de energia elétrica em suas unidades industriais. E como a companhia prioriza o uso de energéticos renováveis em seu processo produtivo, 90% de sua matriz Participação da biomassa e eólica na geração

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