e-revista Brasil Energia 496

48 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 consumidor mais estáveis de energia no longo prazo, fugindo da exposição à volatilidade típica do mercado. Esse movimento foi captado em levantamento realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao apontar que 48% das indústrias do país adotaram ações voltadas ao uso de energia limpa em 2024, contra 34% no ano anterior, recorrendo à utilização de energia hídrica, eólica, solar, biomassa ou hidrogênio de baixo carbono. O levantamento aponta que o Nordeste lidera essa estratégia, com 60% das indústrias investindo em ações envolvendo energias renováveis. Na sequência, estão as indústrias do Norte e Centro-Oeste (56% delas com ações envolvendo uso de energia limpa), Sul (53%), e Sudeste (39%). Motiva entre os 50 maiores A Motiva (ex-CCR), maior empresa de infraestrutura de mobilidade do país, conta com a energia dos ventos como item básico na sua estratégia para mover, de forma eficiente e sustentável, um portfólio abrangendo 37 ativos espalhados por 13 estados, compreendendo concessões de rodovias, trens, metrôs e aeroportos. Situado entre os 50 maiores consumidores de energia do país, o grupo deu um passo significativo nessa estratégia no final de 2024, quando firmou acordo com a Neoenergia pelo qual passou a ser sócio em três usinas (Oitis 2, Oitis 4 e Oitis 6), do complexo eólico Neoenergia Oitis, localizado no Piauí. A energia gerada pelas eólicas irá atender a 60% da demanda atual da companhia, que oscila em torno de 70 MW médios. Conforme anunciado na época, o negócio com a Neoenergia Renováveis envolveu um montante de R$ 21,7 milhões para a aquisição de 2,84% do capital social da Oitis 2, 6,75% do capital social da Oitis 4 e 5,25% do capital social da Oitis 6 por parte da Motiva.A parceria com a Neoenergia será preponderante para que a Motiva mantenha e amplie importantes objetivos em sustentabilidade alcançados em 2024, explica Diego Martins Ferreira, gerente-executivo de Energia da empresa. No ano passado, a companhia zerou as emissões de escopo 2, relativas ao uso da energia pelo grupo, e antecipou em um ano o cumprimento da meta de ter 100% dos seus ativos de rodovias, mobilidade urbana e aeroportos abastecidos com energia elétrica limpa e renovável.

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