e-revista Brasil Energia 496

Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 49 Esses objetivos foram alcançados também devido a investimentos em geração distribuída, migração de operações para o mercado livre e compra de certificados de energia renovável (IRECs). “Além de proporcionar energia limpa para o grupo, o acordo com a Neoenergia atende à nossa necessidade de apresentar certificados de energia renovável”, explicou Ferreira. A energia contratada no acordo com a Neoenergia será importante para atender às demandas dos trens e metrôs administrados pela Motiva. A companhia opera concessões como as Linhas 4, 5, 8 e 9 em São Paulo, o VLT Carioca e o metrô Bahia, em Salvador. Ao todo, são quase 180 quilômetros de trilhos e mais de 120 estações sob sua gestão. Nesses segmentos, o consumo de energia é intensivo. A empresa recorre também a usinas solares próprias e de parceiros para atender a concessões de rodovias. “Nessas concessões, temos praças de pedágios e bases operacionais que funcionam em baixa tensão e não conseguimos migrar para o mercado livre. Então, para reduzir a conta de luz e tornar o uso da energia mais sustentável nesses empreendimentos, acaba sendo mais interessante ter a geração distribuída”, explica Ferreira. O acordo com a Neoenergia foi o primeiro projeto concluído pela Motiva na modalidade de autoprodução, modelo que atende à busca da companhia por maior eficiência operacional e por soluções que amenizem as imprevisibilidades com a volatilidade dos preços da energia. Com o contrato, a Motiva assegurou um preço Motiva (ex-CCR) conta com a energia dos parques eólicos Oitis 2, Oitis 4 e Oitis 6, no Piauí, para mover, de forma sustentável, um portfólio abrangendo 37 ativos espalhados por 13 estados Foto: Divulgação

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