e-revista Brasil Energia 496

58 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 termelétricas Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, todas em Mato Grosso do Sul. A região Sul, com 5,2 GW, possui 374 usinas, das quais 264 usam como fonte óleo combustível e disponibilizam 3,3 GW. Os maiores empreendimentos são o Complexo Jorge Lacerda (carvão mineral, 740MW, SC), Uruguaiana (gás, 640MW, RS), Araucária (gás, 484 MW, PR), Candiota (carvão mineral, 350 MW, RS) e Pampa Sul (carvão mineral, 345 MW, RS). Os restantes 110 negócios são movidos a biomassa e geram 1,9 GW com a utilização de resíduos florestais, urbanos, agrícolas e de cana. Por último aparece a região Norte, que tem 447 usinas com capacidade para produzir 3,6 GW, 3,3 GW dos quais movidos a combustíveis fósseis. São 413 usinas deste tipo. É preciso ressaltar que por ser uma região remota e isolada, muitas usinas são sistemas isolados que abastecem comunidades distantes da rede nos sete estados. Apenas 34 negócios consomem biomassa, como biodiesel e resíduos florestais. No Norte, as três maiores usinas são movidas a gás, sendo duas em Manaus (AM) e uma em Porto Velho (RO). Para o professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília Rafael Amaral Shayani, eletricamente faz bastante sentido ter muita geração na região Sudeste do país, já que é o local também onde há a maior demanda por carga. Quanto mais próximas dos centros de carga, menores as perdas e menos demanda ao sistema integrado. Nem sempre, no entanto, as térmicas estão próximas aos centros de carga. Tal e qual outras opções de geração energética, como as solares e eólicas no Nordeste ou as hidrelétricas da Amazônia, algumas UTEs tem sua área de influência bastante ampliada em relação aos centros de carga próximos.

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