Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 93 Rogério Benedicto, gerente do Departamento de Operação de Distribuição da Celesc, confirma os projetos avançados da concessionária. Ele adianta que todas as subestações da empresa são sensoriadas, assim como as linhas de distribuição ponta a ponta e os relés de proteção. Esse monitoramento ativo permite uma localização de falhas com grande precisão. Benedicto informa que a Celesc tem ainda projetos de sensoriamento de transformadores de baixa tensão. Com o avanço da medição inteligente na distribuidora, ele lembra que o sensoriamento vai ser mais intenso nos clientes residenciais e comerciais, sendo que na média e alta tensão a distribuidora já coleta vários dados. Ele ressalta que os dados por si só não geram informação e precisam ser entendidos. Parte desse processo em maior escala vai usar a IA, como Gonçalves, da Megger, já destacou. No caso da Celesc, a tecnologia vem sendo testada em projetos piloto. No estágio mais avançado, Benedicto acredita que a IA poderá suportar as decisões autônomas, a partir de parametrização definida pelas concessionárias. Dymitr Wajsman, presidente da UTCAL, entidade que reúne utilities da América Latina, lembra que a relação entre o uso de sensores e a inteligência artificial (IA) no setor elétrico é fundamental e simbiótica. “Os sensores fornecem os dados essenciais que a IA utiliza para diversas aplicações”, resume o especialista. E lembra que os dispositivos estão distribuídos nos sistemas de controle e aquisição de dados, como Scada, e o de infraestrutura de medição avançada, caso do AMI. Nas duas situações, os sensores enviam inputs sobre vibração, temperatura, vento e calor, entre outros parâmetros. Da mesma forma, imagens térmicas geradas por satélite ou drones também podem funcionam como sensoriamento. “Os sensores e sistemas de coleta de dados como Scada e AMI são a espinha dorsal de dados que tornam as diversas aplicações de inteligência artificial no setor elétrico possíveis, desde a manutenção preditiva e monitoramento de ativos até a previsão de falhas e consumo”, finaliza Wajsman. n Quem é fonte nesta matéria JULIANO GONÇALVES, especialista da Megger ROGÉRIO BENEDICTO, gerente do Departamento de Operação de Distribuição da Celesc DYMITR WAJSMAN, presidente da UTCAL Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de
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