18 Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 cidades empreendimentos de IP. As iniciativas de cidades inteligentes vão pautar bastante o segmento de IP nos próximos anos. Estão nesse rol os recursos de telegestão e medição em tempo real para otimizar o consumo de energia e a operação, bem como a sinergia potencial entre concessionárias de IP e distribuidoras de energia. O crescimento do mercado de concessões e a relevância de consórcios intermunicipais para cidades menores, também deve consolidar a IP como um setor estratégico para cidades inteligentes e sustentáveis. Nessa frente tecnológica, um ponto importante foi o fato de a Aneel ter disciplinado a aplicação de tecnologia de telegestão, obrigando as distribuidoras a aceitar sistemas de medição homologados pelo Inmetro (já há 4 soluções homologadas), estabelecendo um arcabouço regulatório robusto. Com a telegestão é possível, por exemplo, ter o comando remoto dos ativos e aplicar a dimerização, ou seja, o controle da intensidade da luz. Outro ganho é a medição em tempo real de consumo, otimizando o gasto de energia e resolvendo problemas como luminárias acesas durante o dia ou apagadas à noite. A gestão de ativos também oferece informações precisas sobre o parque de iluminação pública, auxiliando as prefeituras a terem um cadastro atualizado e a pagar pelo consumo real. O relacionamento com as distribuidoras igualmente mudou. Como a otimização da IP reduz a carga elétrica do sistema das concessionárias, elas podem redirecionar seus investimentos. “Há um esforço crescente de colaboração e sinergia entre os agentes de iluminação pública e as distribuidoras”, finaliza Iacovino. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Manaus atingiu 100% de cobertura da iluminação pública com tecnologia em LED em 164.800 pontos de luz Foto: Prefeitura de Manaus
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