Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 41 Paula Kovarsky, engenheira mecânica e de produção, com MBA em finanças corporativas. Escreve na Brasil Energia a cada três meses. Paula Kovarsky Contabilidade de carbono: o elo perdido da COP da ação Ação para mudanças climáticas significa mobilizar funding. Sem fluxo de capital, nem os melhores projetos ganham escala. Se você concorda que a contabilidade de carbono permite criar a moeda universal de que precisamos para destravar a ação climática, fica o convite para ler esse artigo Precisamos de trilhões, direcionados aos lugares certos, muitas vezes onde os recursos são escassos, mas o potencial de impacto é enorme. Se descarbonização é medida em toneladas de CO2, então os créditos de carbono são a moeda universal da ação climática. E, como qualquer moeda, precisam de padrões harmonizados de contabilidade, para que empresas e países possam comprovar, sem ambiguidade ou dupla contagem, seu real impacto climático e o fluxos de capital possam acontecer. O desafio é complexo, mas o retorno é enorme. Precisamos é de um mutirão, todos contribuindo, ninguém buscando holofotes, todos focados em fazer acontecer. Se você concorda que a contabilidade de carbono permite criar a moeda universal de que precisamos para destravar a ação climática, fica o convite para ler esse artigo. Estamos a menos de 100 dias da COP30, aquela que tem sido chamada de COP da ação. Transformar em ação um desafio global de tais proporções e de tamanha complexidade, no entanto, nao é fácil! Não poderia ser mais oportuna a escolha da palavra mutirão pelo CEO da COP30, Andre Correa do Lago, como resumo mais preciso do espírito necessário para, depois de 30 anos ou 30 COPs, avançar de verdade na direção das soluções urgentes e concretas para o tema das mudanças climáticas. Mutirão é uma daquelas palavras únicas e especiais da língua portuguesa que simplesmente não têm tradução. Conversei bastante com my friend chat GPT tentando achar uma palavra em inglês que me ajudasse a explicar o conceito fora do Brasil, nessa minha jornada de tentar de alguma forma contribuir para escalar projetos de descarbonização e a importância dos creditos de carbono. A melhor tradução apareceu num papo descontraído com as minhas filhas e uma amiga gringa delas. Expliquei que um mutirão era um ajuntamento de pessoas que se organizam voluntariamente após uma grande tragédia climática (bom exemplo para ficar no tema: um furacão, um tsunami, uma enchente) que causa grandes perdas a uma determinada comunidade, para tentar ajudar de varias formas, desde a busca por desaparecidos, doação de alimentos, criar um abrigo seguro, tratar de feridos, limpeza, reconstrução, reorganização dessa comunidade para voltar a vida normal, subsistir e de preferência prosperar. Crowd engagement foi a sugestão, que ainda por cima me conectou imediatamente com o enorme desafio de captar recursos de todas as fontes disponíveis para resolver o desafio das mudanças climáticas: crowd funding, nesse caso atraindo governos, empresas, bancos de todos os tipos e tamanhos, e por aí vai. Continue lendo esse artigo em: /energia/contabilidade-de-carbono-o-eloperdido-da-cop-da-acao
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