Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 53 dos dia 13/08, a carga total de Roraima foi de 191 MWmed e Jaguatirica II gerou 114 MWmed, ou 60% de todo o consumo do estado. Adler conta que a história da usina começou em 2018, quando a Eneva comprou da Petrobras o campo de gás de Azulão, localizado no município de Silves, Região Metropolitana de Manaus, iniciando o projeto de abastecimento de Roraima. Este ganhou corpo quando a empresa venceu o leilão 01/2019, com o compromisso de entrega de 117 MW de energia flexível por 15 anos. O investimento total no projeto foi de R$ 1,8 bilhão. O “linhão” do GNL No contexto em que foi concebido o projeto de Jaguatirica II, Roraima vivia um momento particularmente complexo no seu abastecimento de energia elétrica por si só já complicado, dada a localização geográfica do seu território de 223,5 mil km2, segundo dados do IBGE, majoritariamente coberto pela Floresta Amazônica. Em 2001, ano em que o Brasil viveu seu maior racionamento de energia elétrica no passado recente, foi articulada a solução de substituir parte do abastecimento 100% a óleo diesel do estado por energia hidrelétrica importada da UHE Guri, da Venezuela. O que parecia a solução ideal acabou enfrentando dificuldades à medida que o país vizinho enfrentava problemas econômicos e acabou interrompida em março de 2019 após uma série de apagões na Venezuela e em uma conjuntura de hostilidades diplomáticas entre os governos dos dois países. De acordo com Adler, a solução imediata para evitar o colapso no abastecimento de Roraima foi o acionamento do parque termelétrico a óleo diesel do estado, com o consumo diário superior a um milhão de litros, aumentando os custos deste suprimento e a carga de poluentes lançados na atmosfera. Segundo cálculos publicados pela Abegás em janeiro deste ano, elaborados a partir de dados do MME, desde a substituição da maior parte das usinas a diesel pela solução do gás natural até aquele momento houve uma economia de R$ 3,2 bilhões em subsídios cruzados via Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), a rubrica da CDE que equaliza o preço da energia para os consumidores dos sistemas isolados, o que corresponde, segundo a publicação, a R$ 1,3 bilhão por ano. Em termos de emissões de CO2 na atmosfera, a informação, extraída de artigo publicado por Lucas de Almeida Ribeiro, gerente de Regulatório da Eneva, a redução foi de 762,7 mil toneladas, correspondente a menos 52% em comparação ao que seria emitido pela geração a diesel. Para suprir a UTE Jaguatirica II de gás natural, localizada a mais de mil km do campo produtor da molécula, a solução encontrada foi um “linhão rodoviário”. Adler explica que o gás Quem é fonte nesta matéria ÁLCIO ADLER, diretor de Operações da Regional Norte da Eneva Energia
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