74 Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 solar Com a grande quantidade de pontos de Internet das Coisas (IoT), instaladas nas usinas, a segurança cibernética é uma prioridade. As redes de telecomunicação também precisam ser redundantes (satélite, cabo, fibra óptica, wireless) para garantir a transmissão contínua dos dados, com servidores locais para backup em caso de problemas. Para Emerson Barichello, gerente sênior de Projeto na subsidiária brasileira da Scatec, o monitoramento e a gestão de dados são indispensáveis para a operação de usinas solares, em função da complexidade e escala das unidades. “Não é possível controlar uma planta solar de grande porte sem o uso de tecnologia avançada”, argumenta. Na conversa com a Brasil Energia, ele destaca que esse tipo de iniciativa permite desde a manutenção preditiva e ajuste fino da produção até a interação estratégica com o Operador Nacional do Sistema (ONS). Saber da disponibilidade exata da planta solar é um dado importante para o despacho coordenado pelo ONS. No dia a dia, a tecnologia é precisa a ponto de auxiliar no controle de sujeira nos módulos (soiling), uma ocorrência indesejável, pois módulos sujos diminuem a produção de energia solar. Segundo Barichello, são os dados coletados em campo que pautam a programação regular de limpeza dos painéis. Os sensores também ajudam a monitorar a velocidade do vento para garantir que os rastreadores (que funcionam como asas) voltem para uma posição de segurança quando necessário, evitando que sejam arrancados. Se for possível, os especialistas na Cidade do Cabo resolvem o problema remotamente. Caso contrário, os técnicos locais atuam a partir dos alertas gerados. Na usina de Mendubim (RN) mais de um milhão de painéis solares são monitorados diariamente, fornecendo a localização exata caso haja queda de desempenho Foto: Divulgação/Scatec
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