86 Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 Especial Fenabio 2025 mercado interno ou direcionados a outros países”, afirmou. No Brasil, a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, dos atuais 27% para 30%, por exemplo, aumentará o consumo em cerca de 1,4 bilhão de litros por ano. Outro fator relevante, segundo o especialista, é o potencial de expansão do uso de etanol hidratado pela frota flex. Hoje, apenas 27% dos proprietários abastecem majoritariamente com o biocombustível, mas o índice já foi de 41,5% em outubro de 2018. “Essa participação pode voltar a superar 40%, ampliando a demanda interna”, observou. Nos EUA, a mistura autorizada de etanol na gasolina é de 10% na maior parte dos estados, podendo chegar a 15% em alguns casos. O interesse pelo produto brasileiro decorre, principalmente, da menor intensidade de carbono em relação ao etanol de milho americano, fator valorizado em políticas ambientais. Nastari destacou ainda que o aumento para 30% na mistura de etanol anidro na gasolina será absorvido sem dificuldades pela produção nacional. A Lei do Combustível do Futuro, atualmente em tramitação, prevê a possibilidade de elevação desse percentual para até 35%. Segundo ele, mesmo com a perda do mercado norte-americano, a combinação de maior mistura obrigatória, recuperação do consumo de etanol hidratado e novos mercados externos garantirá demanda para a produção brasileira. “Não teremos problema para absorver esses volumes”, concluiu. n VEJA MAIS SOBRE A FENABIO 2025 EM BRASILENERGIA.COM.BR LEIA TAMBÉM: Setor de bioenergia quer o Brasil como polo estratégico no mundo Orplana fala da importância de consenso para fortalecimento Presidente do Ciesp diz que SAF ajuda Brasil a ser referência Lecar aposta em híbrido flex 100% brasileiro Biodiesel avança como pilar da transição energética Anfavea: 100% de etanol na frota flex lideraria descarbonização global Cogen quer excluir de encargo do LRCap consumidores de fontes com potência Scania amplia uso de biometano e eletrificação em seus caminhões Plínio Nastari, diretor da Datagro : aumento de 30% na mistura à gasolina será absorvido pela produção nacional Foto: Marcelo Furtado
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