46 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 distribuição jornada inclui a adoção de sistemas de monitoramento da qualidade, programas de capacitação para terceirizadas e critérios contratuais que valorizam a qualidade. O especialista lembra que o mercado já tem práticas bem-sucedidas como as iniciativas da CPFL e da Neonergia, por exemplo. “A CPFL tem um modelo híbrido bem estruturado e já foi premiada, mostrando que é possível conciliar terceirização com excelência operacional e alto padrão de qualidade”, comenta. “A Neoenergia fez uma internalização inteligente, mas mantém um nível de terceirização alto para atividades que exigem conhecimento técnico específico”, complementa. Os dois exemplos contrastam com casos recentes de terceirizadas que deixaram de operar em função do desalinhamento contratual. Marques cita a Potência Medições, que entrou em recuperação judicial (RJ) em 2022. De acordo com ele, trata-se de um exemplo de como contratos mal elaborados podem levar empresas tecnicamente competentes à falência. “Não foi um problema de capacidade técnica, mas sim de insustentabilidade financeira dos acordos”, argumenta. Outro caso conhecido envolveu o Grupo Floripark, de Santa Catarina, que pediu a RJ em 2023, com várias empresas especializadas no setor. Um terceiro exemplo, conhecido no setor, mas que ele prefere não nomear, aconteceu no Sul do país, não chegou à etapa de recuperação judicial, mas envolveu atraso nos salários, em função da pressão por custos. “O histórico recente mostra que, ao invés de ser vista como vilã da qualidade, a terceirização, quando bem gerenciada e baseada em critérios de qualidade, pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços no setor elétrico. O problema CPFL usa modelo híbrido já premiado e oferece cursos gratuitos de capacitação de eletricistas Foto: Divulgação/CPFL
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