Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 59 finir o custo de geração, entre outros fatores. Segundo Adriano Marcolino, gerente geral de Agreements & Upgrades da Wärtsilä, a expectativa é atingir nível de eficiência entre 42% e 46%. Outro fator de incerteza no cálculo do custo de geração é o preço do combustível. Nos testes, será utilizado etanol adquirido pelos mesmos preços cobrados nas bombas de combustível. Mas, caso os testes sejam bem-sucedidos, será possível, pela maior demanda, negociar com usinas de etanol um suprimento a valores até 40% inferiores aos do varejo. “A nossa expectativa é que o CVU de uma térmica a etanol esteja dentro do limite de valores estabelecido pela EPE. Acreditamos que o valor seja mais baixo que o estabelecido para o óleo B100, por exemplo”, pondera Marcolino. O Centro de Inovação da Wärtisilä, na Finlândia, já vem testando tecnologias envolvendo o aproveitamento de vários combustíveis renováveis, como hidrogênio, amônia e metanol. Um mercado de 20 GW Ao testar a geração térmica com o uso do etanol, a Wärtsila foca no que considera um promissor mercado “que deverá chegar até a 20 GW nos próximos 10 anos”, projeta Marcolino. “E acreditamos que conseguiremos conquistar projetos de até 1 GW, considerando-se o uso do etanol e do gás natural”. O uso do etanol em usinas térmicas assim é mais uma alternativa potencial para atender a demanda de potência do sistema elétrico, em resposta à expansão da geração intermitente. Marcolino lembra que o etanol, além das reconhecidas vantagens ambientais, é amplamente ofertado em grande parte do território nacional e é despachável, não demandando investimentos e infraestrutura de distribuição, como ocorre com o gás natural. Térmica de até 150 MW Se os testes com o etanol forem bem- -sucedidos, Suape II pretende construir uma nova termelétrica alimentada com o combustível, de até 150 MW. José Faustino, diretor técnico da companhia, complementa: “O projeto não terá menos de Foto: Divulgação/Suape II UTE Suape II, no Complexo Portuário de Suape: se testes forem bem-sucedidos, nova térmica a etanol, de 150 MW, poderá ser construída no canteiro da usina a óleo combustível
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