60 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 bioenergia 100 MW de potência”. Segundo ele, o canteiro da UTE Suape II conta com infraestrutura, incluindo uma moderna subestação, capaz de acomodar um projeto com até 200 MW de capacidade. Além disso, a companhia estuda realizar a conversão da UTE Suape II, a maior termelétrica a óleo combustível do país, com 380 MW de capacidade, para o biodiesel, revela o executivo. A ideia da empresa é concorrer com os dois projetos no próximo leilão de capacidade a ser realizado. No caso da futura termelétrica a etanol, a expectativa da companhia é participar do certame com maior competitividade. Segundo Faustino, além do forte apelo do combustível renovável, há expectativa de que a UTE a etanol apresente custo menor da geração de até 40% em relação a outros combustíveis. Também na Paraíba A UTE Borborema, de 169 GW de capacidade, situada em Campina Grande (PB) e pertencente ao Grupo Bolognesi, por um tempo foi candidata a se transformar na primeira usina termelétrica a etanol do país. A Wärtsilä chegou a realizar estudos para a conversão da termelétrica, movida a óleo combustível OCB1, para o etanol. Mas o projeto não foi a frente. A conversão foi uma alternativa estudada para solucionar os altos custos do processo de centrifugação do óleo combustível, de acordo o diretor-presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa, envolvido na busca de soluções para o problema. Ainda segundo o Sindalcool-PB, a Epasa, que administra a UTE Termoparaíba (TPB) e a UTE Termonordeste (TNE), ambas com 170 MW de potência, também enfrentou as mesmas dificuldades. O sindicato informou que, se tivesse sido convertida para o etanol, a UTE Borborema poderia consumir 250 mil litros de anidro por dia, volume disponível nas destilarias da Paraíba. A Wärtisilä não forneceu mais detalhes sobre os estudos realizados na UTE Borborema. Procurado, o Grupo Bolognesi preferiu não se manifestar sobre o assunto. n Canteiro da UTE Suape II conta com infraestrutura, incluindo uma subestação, capaz de acomodar um projeto a etanol com até 200 MW de capacidade Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Termelétricas e Segurança Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Foto: Divulgação/Suape II
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