e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 73 das primeiras chuvas que, normalmente, sinalizam se o período chuvoso será mais ou menos intenso, associado às bandeiras tarifárias adotadas naqueles maio e outubro e ao nível dos principais reservatórios observados no dia 1º de cada um daqueles meses, permite chegar à conclusão acima. Mais do que os números referentes à geração térmica e hídrica no período pesquisado, muito influenciada pelo aumento vertiginoso das fontes solar e eólica, o comportamento da bandeira tarifária comparado ao nível dos reservatórios mostra como o uso das termelétricas, especialmente nos últimos dois anos, tem sido importante para assegurar reservatórios em condições bem melhores do que no período pré-pandemia, mesmo após mais de dois anos de chuvas insuficientes que se seguiram à bonança de 2022/2023. Em 2018 a hidrologia vinha de uma recuperação boa em 2016, mas insuficiente para encher os reservatórios exauridos pela seca de 2014/2015, e haviam iniciado desde o ano anterior um novo ciclo de baixas afluências. Dos quatro principais reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) - Furnas, Nova Ponte, Emborcação e Itumbiara -, responsáveis por quase metade do armazenamento do subsistema, mais Sobradinho (58% do Nordeste), apenas Itumbiara estava acima dos 40% (63,29%) ao final do período úmido, justificando a bandeira amarela em maio e vermelha na sequência, Patamar 1 em junho e 2 nos meses seguintes. Em outubro os cinco reservatórios estavam exauridos, três abaixo de 20%, Itumbiara com 22,85% e Sobradinho com 25,29%. Para uma geração total de 61.912 MWmed na primeira semana de maio daquele ano, em tempos de geração solar no berçário (0,06% do total) e de eólica ainda modesta, a geração Termelétrica de ciclo combinado a gás natural Norte Fluminense, de 827 MW

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