e-revista Brasil Energia 498

74 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 segurança energética hídrica contribuiu com 76,45% e a térmica convencional com 12,59%. Para a primeira semana de outubro do mesmo ano, mesmo com os reservatórios ainda mais exauridos, as hídricas entraram com 68,30% do total de 61.811 MWmed e as térmicas convencionais com 17,93%, ainda que as eólicas tenham entrado com significativos 10,48%, a fonte nuclear com 3,21% e a solar com 0,08%. As chuvas do período úmido 2018/2019 foram modestas e os cinco reservatórios chegaram a maio todos com menos de 50% de volume útil, um nível alarmante. Contudo, a bandeira tarifária começou o período seco no amarelo, com as hidrelétricas, sempre incluindo Itaipu Binacional, cobrindo 80,65% do total de 62.731 MWmed gerados, cabendo às térmicas convencionais 11,57% - ressaltando-se que entre 3 mil e 4 mil MWmed estão associados a inflexibilidade -, às eólicas 6,65%, à nuclear 1,03% e à solar 0,10%. A bandeira passou a verde em junho e julho, subiu para vermelha patamar 1 em agosto e setembro, voltando à amarela em outubro, mês em que os cinco reservatórios citados acima estavam nas casas dos 20% ou 30%, pedindo a São Pedro muitas chuvas a partir de novembro/dezembro. Elas não vieram. Quem chegou no final de fevereiro de 2020 foi a macabra pandemia da Covid-19, ceifando mais de 700 mil vidas antes que os efeitos da vacinação, que começaria em janeiro de 2021, estancassem o morticínio. Naquele contexto, população em lockdown e economia virtualmente parada, os parâmetros técnicos e econômicos perderam o sentido, sobrepostos pelo drama social. A bandeira verde prevaleceu de fevereiro a novembro de 2020. O consumo voltou aos poucos, fazendo a geração passar de 55.589 MWmed na primeira semana de maio para 69.737 MWmed na primeira de outubro, mas as chuvas, basicamente, não. Mesmo sob bandeira verde, a geração térmica contribuiu com 15,36% do consumo na primeira semana de outubro contra 70,87% das hídricas. A bandeira subiu para vermelha patamar 1 em dezembro, mas recuou para amarela em janeiro, assim permanecendo até abril, enquanto o desastre, agora energético, se avizinhava. As chuvas até abril não foram suficientes nem para Bandeira tarifária sinaliza necessidade de acionar termelétricas Mês Bandeira tarifária maio, 2018 Amarela outubro, 2018 Vermelha patamar 2 maio, 2019 Amarela outubro, 2019 Amarela maio, 2020 (1) Verde(1) outubro, 2020 (1) Verde(1) maio, 2021 Vermelha patamar 1 outubro, 2021 Vermelha patamar 2 maio, 2022 Verde outubro, 2022 Verde maio, 2023 Verde outubro, 2023 Verde maio, 2024 Verde outubro, 2024 Vermelha patamar 2 maio, 2025 Amarela setembro, 2025 (**) Vermelha patamar 2 Fonte: Aneel, ao longo do período mais crítico (*) Até Setembro (**) Último mês disponível (1) A Bandeira Verde foi mantida durante o período mais crítico da Pandemia da Covid 2019

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