Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 75 manter o nível dos reservatórios, operando sob a condição de bandeira amarela. Sob pressão do ONS, a geração térmica foi sendo ajustada, passando de 12,48% na última semana de março para 16,19% na primeira de maio, mesmo com a queda do consumo trazida pelo arrefecimento da temperatura. A bandeira finalmente foi ajustada para vermelha patamar 1, mas a crise já estava instalada, sendo oficializada pelo CMSE no dia 27 daquele mês. O socorro de São Pedro e o conservacionismo Com os reservatórios de Furnas, Nova Ponte, Emborcação e Itumbiara registrando catastróficos 13,60%, 10,30%, 10,09% e 10,90%, respectivamente, em 1º de outubro de 2021, a geração hídrica ficou em 52,81%, socorrida pelos 28,09% gerados pelas térmicas e 15,92% das eólicas, além da tradicional contribuição das nucleares (2,93%) e dos 173 MWmed da solar ainda engatinhando. Com o debate sobre a instituição do racionamento amadurecendo, semelhante ao ocorrido em 2001/2002, o socorro veio do céu. A partir da segunda quinzena de outubro as chuvas voltaram e se espalharam pelo país, iniciando um ciclo de recuperação consistente dos principais reservatórios hidrelétricos. A lição estava aprendida e, mesmo em meio à recuperação, não se caiu na tentação do período úmido anterior. Em dezembro de 2021 foi instituída extraordinariamente a bandeira de escassez hídrica, mais cara do que a vermelha patamar 2, que vigorou até 15 de abril de 2022, exceto para a tarifa social que passou a contar com bandeira verde desde março. O objetivo era recuperar os reservatórios das hidrelétricas e, mais uma vez, as termelétricas fizeram o papel de suporte desse planejamento, ainda mais em uma conjuntura de poucos ventos como é comum no período chuvoso do Nordeste. Na primeira semana de janeiro, com os reservatórios em recuperação consistenUHE tumbiara: um dos reservatórios do SE/ CO, o de Itumbiara era o único que estava acima dos 40% em 2018 Foto: Divulgação
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