Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 83 Conteúdo oferecido por A malha dutoviária brasileira deverá ganhar novos projetos e ampliações relevantes nos próximos anos. Segundo a diretora da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, os investimentos em oleodutos podem alcançar até R$ 29 bilhões, com foco em regiões de expansão da fronteira agrícola, como Centro-Oeste, São Paulo e Norte do Paraná. A nova versão do Plano Indicativo de Oleodutos (PIO) traz propostas de duplicações em trechos já saturados, como o Osbra (São Paulo–Brasília), e a implantação de linhas dedicadas a produtos como querosene de aviação, além de novos projetos voltados para biocombustíveis, com dutos multiprodutos. “Investir em oleodutos pode parecer um contrassenso em plena transição energética, mas substitui caminhões a diesel e reduz emissões. É uma forma concreta de contribuir para a descarbonização”, afirmou, ressaltando que o transporte rodoviário é responsável por mais de 50% das emissões do setor de cargas. “Hoje gastamos diesel para levar diesel e etanol. Com a interiorização da economia, a demanda cresce e precisamos de soluções mais eficientes”. Segundo Borges, o PIO faz uma análise que inclui a intermodalidade logística, considerando a possibilidade de integração da malha dutoviária com ferrovias e hidrovias. Plano Nacional Integrado de Infraestruturas de Gás Natural e Biometano Além do PIO, a EPE avança na elaboração do Plano Nacional Integrado de Infraestruturas de Gás Natural e Biometano, que será colocado em consulta pública ainda em setembro. Diferente dos planos indicativos – PIG, de gasodutos, PIPE, de infraestrutura de processamento e escoamento, Pter, de terminais, e PIO – o documento terá horizonte fixo, decenal, e caráter mais executivo, servindo de base para decisões regulatórias da ANP. A ideia é publicar o plano a cada dois anos. “A partir desse ano, a gente publica o Plano Nacional Integrado nos anos ímpares, e a nossa tradicional família do P nos anos pares”. Com o PNIIGB, o investidor que busca autorização para construção de um gasoduto junto à ANP não vai precisar consultar a EPE se o projeto estiver no plano, como determina o decreto do Gás para Empregar. Investimentos em oleodutos podem chegar a R$ 29 bi, diz EPE A diretora Heloísa Borges destaca novidades do Plano Indicativo de Oleodutos (PIO) e do Plano Nacional Integrado de Gás Natural e Biometano, para o qual vem conversando também com distribuidoras estaduais ASSISTA a vídeo-entrevista
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