e-revista Brasil Energia 498

84 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 Especial Rio Pipeline & Logistics Borges destaca a construção coletiva do novo documento, que envolveu nota metodológica, consulta pública e chamada para contribuições de mercado. O objetivo, segundo ela, é garantir que o documento seja efetivamente utilizado por formuladores de políticas e agentes privados, e não apenas mais uma publicação técnica. A integração com estados e distribuidoras locais de gás também entra no radar. A EPE vem estreitando parceria com a ABAR (Associação Brasileira de Agências Reguladoras) e recebeu demandas de distribuidoras para considerar a malha de distribuição nos estudos nacionais. “Essa harmonização regulatória é fundamental para expandir o mercado. É um trabalho grande, mas que precisa ser feito em conjunto”, afirma. A agenda de integração energética latino-americana, em especial com a Argentina, também aparece como prioridade. Projetos binacionais de infraestrutura exigem coordenação regulatória e sincronização de investimentos. “Não basta o Brasil construir do seu lado se o vizinho não tiver estrutura correspondente”, observa Borges. Para a diretora, os desafios — que passam por financiamento, clareza regulatória e maturidade dos projetos — estão sendo superados gradualmente. Mais do que indicar obras, o esforço da EPE busca oferecer uma visão integrada, conectando oferta e demanda de gás, petróleo e biocombustíveis, diferentes modais de transporte e esferas de governo. “Ninguém faz nada sozinho. É na colaboração entre EPE, ANP, ministérios, agências estaduais, empresas e sociedade que vamos avançar”, conclui. A Petrobras voltará ao mercado de etanol com uma estratégia diferente da adotada entre 2010 e 2016. Durante a Rio Pipeline, a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da estatal, Angélica Laureano, afirmou que a companhia buscará parcerias com empresas já estabelecidas no setor, absorvendo cerca de 40% das operações, sem qualquer restrição quanto ao tipo de matéria-prima utilizada. “A nossa ideia é voltar sendo parceiro de empresas grandes no mercado, absorver algo como 40%, nunca Retorno ao etanol da Petrobras será via parcerias com empresas de grande porte Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, garante que não haverá restrição de matéria-prima e estatal absorverá cerca de 40% das operações ASSISTA a vídeo-entrevista

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