e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 87 Conteúdo oferecido por Com o declínio da oferta boliviana de gás natural já no horizonte, a TBG acelera a busca por novas rotas de suprimento. À frente da companhia, o diretor-presidente Jorge Hijjar explica, em entrevista à Brasil Energia, que a diversificação de novas fontes de suprimento inclui o aproveitamento de novos volumes do pré-sal, de biometano que ganha escala em vários estados por onde o Gasbol atravessa e as oportunidades abertas pelo gás argentino. Ele considera que a alternativa mais simples é a continuidade do fluxo de entrada em Corumbá, com gás de Vaca Muerta, tida como uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo. “Nesse caso, a TBG não precisará investir. O desafio está na Argentina, que teria de realizar obras relevantes para garantir regularidade no transporte até a fronteira boliviana, evitando a intermitência atual”, diz. Outra possibilidade é o gás argentino entrar no Brasil em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, o que exigiria, além da construção de um gasoduto de mais de 600km até Porto Alegre, investimentos da TBG para reverter o fluxo até São Paulo. Essa alternativa, porém, encarece a componente transporte no custo final, onde o alvo principal é o mercado paulista. “Receber gás pelo Sul é viável, mas envolve um custo maior, que só se justifica se o preço final ainda for competitivo para o consumidor”, avalia Hijjar. Há ainda a opção do GNL. A Argentina já decidiu investir em uma unidade de liquefação em Rio Negro. Nesse cenário, o combustível poderia chegar ao Brasil com vantagem logística, descarregando em Santa Catarina, onde já está pronto o terminal de GNL da NFE, com capacidade para escoar até 15 milhões de m3/dia. “O frete até o Brasil é muito mais barato do que para a Europa ou a Ásia. Isso pode colocar nosso mercado em posição estratégica”, afirma. Enquanto essas negociações avançam, Hijjar revela que só neste ano a TBG firmou cerca de 500 contratos, a maioria de curto prazo, mas reforça que a companhia conta com contratos firmes até 2028. E que 10 dos 30 carregadores registrados estão operando. “Hoje temos cerca de sete consumidores livres contratando capacidade em nossa malha, algo que era inexistente no passado. Isso só foi possível pela flexibilização regulatória e pelo modelo de entrada e saída”, explica. TBG avança com Mercado Livre e prospecta novos suprimentos de gás O diretor-presidente da TBG, Jorge Hijjar, fala sobre a importância do aumento da oferta para baixar as tarifas do gás e defende a harmonização dos interesses do transporte e da distribuição para atender o interesse coletivo ASSISTA a vídeo-entrevista

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