e-revista Brasil Energia 498

88 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 Especial Rio Pipeline & Logistics A Transportadora Sul Brasileira de Gás (TSB) enxerga uma nova janela de oportunidades para o projeto do gasoduto Uruguaiana–Porto Alegre, concebido há 25 anos para integrar as malhas de gás da Argentina e do Brasil. Com a confirmação das imensas reservas de Vaca Muerta, uma das maiores jazidas de shale gás do mundo, a proposta ganha novo fôlego e passa a ser vista como parte de um plano estruturante de integração energética regional. “O Rio Grande do Sul deixa de ser apenas um mercado de destino e passa a Mas é justamente no campo regulatório que está um dos principais focos de tensão do setor. Além da revisão tarifária em curso, a disputa sobre a classificação de gasodutos — se pertencem ao transporte ou à distribuição — tem provocado impasses entre agentes. O caso mais emblemático é o do gasoduto Subida da Serra, em São Paulo, situado na área de concessão da Comgás. “Apesar de estar dentro da área de concessão estadual, trata-se claramente de um gasoduto de transporte, como reconheceu a própria resolução regulatória do estado que o autorizou”, afirma Hijjar. Para ele, permitir que dutos com características de transporte sejam tratados como de distribuição seria um retrocesso. “O transporte é um condomínio. Quanto mais agentes entram, menor a tarifa para todos. Se reduzirmos esse condomínio para atender a um estado, prejudicamos o país inteiro.” O executivo ressalta que a abertura do mercado de gás brasileiro foi inspirada no modelo europeu e precisa ser consolidada com regras claras. “O que defendemos, na TBG e na ATGás, é que se faça o correto: separar com nitidez transporte e distribuição, sempre olhando o Brasil como um todo. A regulação não pode privilegiar um elo ou um estado em detrimento da competitividade nacional.” Apesar das incertezas, Hijjar vê o país em posição privilegiada: “O Brasil terá volumes (crescentes) do pré-sal, pode contar com gás argentino e já tem infraestrutura para GNL. Essa pluralidade de fontes é a base para segurança de suprimento e preços mais competitivos. Mas isso só acontece se houver competição real — e o transporte é quem garante esse marketplace de ofertas para o consumidor.” TSB refaz projeto do gasoduto e vê no gás argentino oportunidade de longo prazo para o Brasil Walter Farioli, diretor-geral da transportadora, defende retomada do projeto Uruguaiana–Porto Alegre como elo estratégico entre Vaca Muerta e o mercado consumidor brasileiro ASSISTA a vídeo-entrevista

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