e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 9 Cap já em 2025, com os projetos aprovados pela Aneel, licenciamento ambiental emitido, declaração de reserva de disponibilidade hídrica também emitida pela ANA. Ou seja, as hidrelétricas continuam prontas e aptas para participar do leilão em 2026 com as regras definidas pelo Ministério de Minas e Energia sem questionamentos judiciais. A Abrage transferiu sua sede de Belo Horizonte para Brasília ano passado. Até que ponto essa mudança foi fator para a volta das hidrelétricas aos leilões? Estar em Brasília, obviamente, nos aproximou dos principais centros de decisão do setor elétrico: Ministério, agências reguladoras e o Congresso. Essa maior proximidade tem possibilitado, de forma mais tempestiva e adaptativa, a apresentação de contribuições técnicas para a concepção e o aprimoramento das políticas públicas em benefício da sustentabilidade do setor como um todo. Essa presença também é uma contribuição para a reforma do setor em curso... Temos estado presencialmente nas discussões e isso tem facilitado muito o diálogo com as autoridades, levando as demandas e as preocupações do setor em relação às necessidades de mudanças, já que a última grande reforma ocorreu há 20 anos, com a Lei 10.848. Para o LRCap 2025, a EPE havia identificado 12 hidrelétricas com poços disponíveis, total ou parcialmente, para receberem novas unidades geradoras (UGs). Nem todas se habilitaram ao leilão. Muda o cenário em 2026? Segundo os estudos elaborados pela EPE, existe um potencial de 7,2 GW em poços vazios nas usinas existentes, sem considerar possíveis ampliações de casas de forças. Portanto, com a reabertura do cadastramento de usinas pela EPE, para o LRCap de 2026, é possível que mais empreendimentos sejam cadastrados, além dos 12 projetos inscritos para o LRCap de 2025, que totalizaram 5,5 GW. A minuta de portaria de diretriz sistemática publicada pelo MME para o LRCap 2026 prevê apenas um produto hidrelétrico, com início de suprimento em julho de 2030. Mas acreditamos que alguns projetos possam entrar em operação ainda em 2029 e as regras propostas já preveem essa possibilidade de antecipação em caso de reconhecimento de necessidade e aprovação pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Como a Abrage se mobilizou para isso? Na Consulta Pública 194 de 2025, realizado pelo MME, a Abrage solicitou a inclusão de um outro produto hidrelétrico, com início de suprimento em julho de 2029, justamente pelo interesse das associadas em participar ativamente desse leilão. Nesse leilão de 2026 as hidrelétricas vão disputar com térmicas a carvão e térmicas a gás. A senhora acredita que essa é uma disputa justa? Temos um país com uma diversificação de fontes que poucos países no mundo dispõem. Hoje, com essa ampliação muito

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=