e-revista Brasil Energia 499

10 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 entrevista Renata Baruzzi gente tem uns seis a sete projetos para ir para o mercado. Vai juntar as revitalizações da Bacia de Campos e do pré-sal? Vão ser projetos diferentes, talvez na mesma época. Em 2026, a revitalização do pré-sal começa a ganhar ritmo. Isso. Primeiro, estamos na toada de simplificar os projetos, que ficaram muito complexos, o que acabou inviabilizando alguns deles, por isso voltaram para a prancheta. E estamos testando-os num cenário mais estressante de preço de petróleo para ver se param de pé. A simplificação diz respeito à tecnologia? À tecnologia, redundância de equipamentos… tudo que a gente possa simplificar. E muitas das sugestões vêm do mercado, porque se a gente não tiver projeto, o mercado também não tem. Então pedi que me ajudassem a viabilizar os projetos. Eles trouxeram muitas sugestões. Para você ter ideia, em SEAP, o peso do topside foi reduzido em 18%. É muita coisa. E a gente continua buscando alternativas para tornar mais simples ainda. SEAP é o grande exercício nesse processo de simplificação. Sim. E, na revitalização de Tupi, a gente se desafiou a usar um replicante, porque ele tinha menos de 30 mil toneladas o topside e pensamos no mínimo que precisamos modificar numa P-68, por exemplo, para que seja utilizada na revitalização de Tupi. Estamos, neste momento, acabando de finalizar essa avaliação para ter algo bem enxuto, que viabilize os projetos. Como está o projeto de revitalização de plataformas? Quando as revitalizações de Barracuda- -Caratinga e de Marlim Sul e Marlim Leste voltaram para a prancheta, surgiu a oportunidade de reaproveitamento de cascos. A gente olhou três projetos de revitalização e viu que são muito semelhantes. Então, a gente vai fazer, em vez de um replicante, um triplicante. A gente está pensando em ter três projetos exatamente iguais e, eventualmente, usar um dos cascos dessas plataformas. O topside vai ser novo, mas o casco a gente está pensando em aproveitar. Até o final deste ano, vai lançar uma contratação para o desmantelamento do topside da P-35 e P-37 (que operavam em Marlim, na Bacia de Campos). Enquanto faz o desmantelamento, vão ser desenvolvidos os outros projetos para que, quando chegar o momento, a gente fale: vou usar esse casco para esse projeto e esse para o outro. Está sendo feito um acordo com a área de Exploração e Produção para reutilizar os cascos. Como funciona o gerenciamento integrado de projetos? A gente olha as três disciplinas com lupa. As três disciplinas são o FPSO, poços e subsea. O caminho crítico sempre foi o FPSO. As partes de poços e subsea ficavam na sombra do atraso do FPSO. Agora, estamos conseguindo antecipar os FPSOs e os poços entraram num caminho crítico. Mas ninguém quer ficar no caminho crítico. Foi a vez, então, de ter problemas na área de subsea, que correu atrás de alternativas. Esse olhar integrado do projeto mostrou al-

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