Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 9 versando muito a gente conseguiu chegar mais próximo para que eles pudessem participar. Isso na área de construção e montagem, mas também na área de subsea. A gente contratou para o pré-sal o que a gente chama de EPCIs, que provêm toda engenharia, os dutos rígidos, as embarcações e instalação. A gente tinha, nos bids, uma empresa participando, os custos estavam lá em cima. A equipe de suprimento fez um trabalho excepcional com o mercado. No último bid, tivemos quatro empresas para Búzios 11. E a gente já viu o preço caindo. A gente está trabalhando em todas as frentes. Para dutos flexíveis, estamos trazendo novos entrantes, fomos no exterior buscar empresas para se instalarem no Brasil. A gente está com trabalho forte de fortalecer a indústria local, mas também com o objetivo nobre de ser bem atendido por empresas próximas. No cenário geopolítico adverso, há a questão da China, um parceiro da Petrobras. As divergências entre o país e os Estados Unidos interferem nos negócios? No momento, não estamos vendo nenhum problema, a menos que tenha alguma sanção mais forte, que proíba o relacionamento com alguma empresa chinesa. Mas, por enquanto, não vimos esse perigo no ar. A gente monitora, mas até agora isso não se materializou e não vemos a possibilidade de se materializar. Como é o casamento de empresas estrangeiras com brasileiras para a construção dos FPSOs de SEAP que você citou? São empresas brasileiras, algumas operadoras e outras são estaleiros. Inclusive, nós resgatamos estaleiros que estavam fechados. Está um movimento bem interessante. Como está a performance do plano de negócios de 2025 a 2029, que está prestes a ser revisto? A gente está super orgulhosa da nossa performance. A empresa estava subperformando em 30% o investimento. Neste ano, vamos fazer 100%, 102%. Ou seja, a Petrobras está conseguindo realizar o compromisso de investimento, inclusive antecipando alguns projetos. Por exemplo, o FPSO Almirante Tamandaré antecipou em três meses o primeiro óleo. São US$ 500 milhões a mais no caixa da companhia. Sem contar que, agora, a gente está querendo elevar a produção, que era de 225 mil barris por dia. Hoje, já estamos com 250 mil barris por dia. Os poços produzem muito e a planta aguenta. A SBM, que é operadora, aos poucos está tentando elevar, até chegar a 270 mil barris por dia. É o desafio colocado. A P-78 já está aí. A P-79, em novembro, sai do estaleiro a caminho do Brasil. A saída estava prevista para maio de 2026. Ainda tem muita licitação por vir? Qual vai ser o ritmo daqui para frente? Acabou de ser lançado o bid de Búzios 12, que é a plataforma P-91. Para o ano que vem, tem alguns projetos que estão na prancheta, como Barracuda-Caratinga, Marlim Sul e Marlim Leste. Além desses, há a revitalização de Tupi, de Roncador, o entorno de Forno e Mero V. São alguns projetos que estão na prancheta e que, no ano que vem ou no próximo, a gente vai para o mercado. Sem contar a Margem Equatorial, que a gente espera que saia. A
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