12 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 entrevista Renata Baruzzi gumas possibilidades para a gente diminuir e antecipar prazos. A gente fez uma competição e ninguém quis ficar na janela. Isso é uma inovação. Na verdade, não está sendo feito nada de excepcional. Estamos trabalhando mais juntos e verificando as possibilidades de antecipação. E está dando resultado? O FPSO Tamandaré entrou três meses antes. Estamos conseguindo antecipar a P-78, que estava mais para a frente, a P-79, que estava para meados do ano que vem. Mas não é simples. É um estresse todo dia. Toda vez que muda uma coisa dá um strike no outro, porque está tudo muito juntinho. Mas está indo bem. A estratégia de contratação também é definida à medida que os projetos vão para a rua? Se vai usar BOT (build-operate-transfer), por exemplo. Tem até um padrão aqui na Petrobras, que é da área de E&P, que define se vai afretar, fazer unidade própria, ou BOT. Tem várias coisas que a gente olha: o mercado está superaquecido de afretamento, as empresas estão com pouca financiabilidade, há pressa, qual a financiabilidade da companhia? São diversas variáveis na mesa. Mas o BOT tem sido o queridinho, agora. Quando a gente tentou o afretamento teve muito insucesso. Parte disso porque as empresas estavam sem financiamento. Uma alternativa foi fazer o BOT, porque o financiamento é nosso. Estamos experimentando o BOT agora. Já fizemos no passado. A P-57 foi BOT. Retomamos agora. SEAP I e SEAP II vai ser a primeira nesse modelo, depois o FPSO de Albacora. Você falou há pouco sobre o que esperar para 2026. A Petrobras já vai iniciar compras para a Margem Equatorial no ano que vem? Ainda não, porque a empresa vai iniciar a fase exploratória. Depois do desenvolvimento dos poços é que a gente vai desenvolver o conceitual do projeto. O máximo que vai ser feito são poços. Seria a partir de quando? Se o primeiro poço for perfurado neste ano, tem mais um ano e meio de projeto. Em meados de 2027 (começam as compras para a Margem Equatorial), talvez. Final de 2027. Por aí. E o projeto do Hisep continua com plano de entrada em 2028? Continua. Está em desenvolvimento. Vou em meados de novembro, no centro de tecnologia da TechnipFMC (fornecedora da tecnologia), ver o andamento. O pessoal da TechnipFMC também vem do exterior. Como você vê a capacidade da indústria atender às encomendas da Petrobras, especialmente a local? É o que comentei. A Petrobras está ajudando a indústria local a se levantar. Por enquanto, ela está respondendo. Na Rnest, a empresa que ganhou a maioria dos pacotes já mobilizou 3 mil empregados. No Comperj, a assinatura aconteceu recentemente, então, não começaram as mobilizações. Mas a gente vê que estão bastante engajados. O
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