e-revista Brasil Energia 499

Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 13 A Petrobras está ajudando a indústria local a se levantar. Por enquanto, ela está respondendo. que vemos de gargalo é a concorrência com data centers, que utilizam os mesmos turbogeradores que usamos em plataformas e usinas termelétricas. Eles estão com uma demanda muito forte. São poucas empresas no mundo que fazem. São três e elas estão com encomendas até o topo. Esse é o maior gargalo, não é nem a indústria local. A concorrência por turbogeradores pode atrasar os projetos da Petrobras? Está sendo visto como minimizar, se a gente mesmo compra antecipadamente. Estamos estudando alternativas para eliminar esse gargalo. Os estaleiros ainda reclamam muito dos efeitos negativos das recuperações judiciais. Como mudar esse cenário? A nossa ideia de trazer parceiros, principalmente chineses, foi para ajudá-los nessa parte financeira, não só de tecnologia, para ganharem musculatura e saírem da recuperação judicial. A nossa contribuição tem sido tentar fazer esse casamento. Essa parceria com os chineses está acontecendo? Com a Ecovix está mais avançado. Algumas outras estão interessadas em fazer parcerias, mas nenhuma assinou ainda um compromisso formal. Há vários memorandos de entendimento assinados entre estaleiros e empresas chinesas, mas não vi nenhum contrato final. Entrando no tema da Engenharia, como a Petrobras pode aumentar a atratividade da indústria de petróleo para jovens talentos? Tem sido feito um trabalho muito grande de base. A empresa leva muitos jovens no Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras). Na Petrobras, a gente tem dificuldade também de atrair mulheres. Hoje em dia, elas são maioria nos cursos de Engenharia Química. Mas quando a gente faz um concurso na área, as mulheres não se inscrevem. Elas não se veem dentro da Petrobras. Então, tenho feito aulas inaugurais de Engenharia para atrair as meninas. Estamos fazendo um trabalho grande também com o pessoal de nível médio. Abrimos estágios… Como estará a Engenharia da Petrobras em 2050, num outro cenário de transição energética?

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