14 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 entrevista Renata Baruzzi Esse exercício está sendo feito. Quinze por cento do nosso orçamento de Pesquisa e Desenvolvimento é em baixo carbono. E já aprovamos internamente ampliar isso para 40%. Os renováveis ainda estão muito caros. Seria muito caro produzir com renováveis a mesma quantidade de energia que a gente produz com petróleo. A Petrobras tem investido em tecnologia para baratear os custos dessas energias renováveis. Para 2030 e 2040, ainda haverá muito petróleo e adição de outras energias. O Brasil é deficiente em energia. E a gente acredita ter um potencial Petrobras de molécula. A Petrobras está entrando em CCS (captura e armazenamento de carbono) também. Como está o projeto? Foi aprovado o piloto São Tomé (em Macaé, RJ). Vamos testar um novo tipo de reservatório salino, que a gente não conhece, para ver como descarbonizar a parte do downstream e como toda metalurgia se comporta nesse teste. Eventualmente, pode virar um negócio para a Petrobras. E quem sabe, no futuro, o CO2 não vai ser a fonte de energia para algum outro produto. Tudo começa com a captura e o armazenamento. Depois a gente vê como consegue usar para obter mais energia. O que muda no plano de negócios com a queda do preço do petróleo? A Petrobras vai ter que ser muito resiliente, vai ter que ajustar, principalmente, os gastos operacionais. Vai ter que dar uma grande enxugada e olhar com lupa tudo que gasta para que possa viabilizar o investimento, porque, se não, vai gastar em operação e perder o futuro. Vamos fazer o estritamente necessário para que a gente possa continuar investindo. O investimento vai ser reduzido? É uma briga, porque ninguém quer abrir mão do seu projeto. A gente está discutindo ainda. n ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem. ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem.
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