Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 19 O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado no dia 22 de outubro pela ANP, no Rio de Janeiro (RJ), arrecadou R$ 103 milhões em bônus de assinaturas, e os investimentos previstos, somente na fase de exploração, são de R$ 451 milhões. O certame ofertou sete blocos no polígono do pré-sal, sendo que cinco foram arrematados. O quantitativo atual de blocos exploratórios no regime de partilha da produção foi ampliado em 50%, passando de 10 para 15 blocos. Como resultado, a área exploratória da partilha também será ampliada em cerca de 50%, passando para 24,8 mil km2. Todos os blocos arrematados tiveram ofertas de excedente em óleo para a União maiores do que o mínimo do edital. O ágio médio do excedente em óleo foi de 91,20%. O maior ágio foi de 251,63%, no bloco de Citrino. Veja na tabela abaixo os resultados completos. Oito empresas apresentaram oferta, sendo seis estrangeiras e duas nacionais, e cinco empresas foram vencedoras, sendo quatro estrangeiras e uma nacional. Duas das vencedoras, a Karoon e a Sinopec, são estreantes no regime de partilha no Brasil. A ANP aperfeiçoou o edital da OPP, buscando mais atratividade ao leilão. Como resultado, no 3º Ciclo houve, pela primeira vez, empresas independentes inscritas. Em comunicado, a Petrobras afirmou que atuou de forma seletiva no leilão. A participação da companhia, segundo a estatal, além de estar alinhada com a estratégia de longo prazo, fortalece o seu perfil de principal operadora de campos de petróleo localizados em águas ultraprofundas, e potencializa a recomposição de reservas para o futuro da Petrobras. Presente no leilão, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, disse que o motivo da escolha pelos blocos arrematados pela companhia é porque “eles são os de melhor potencial”. Já a Equinor disse, também em comunicado, que os blocos adquiridos na rodada apresentam possíveis sinergias com infraestruturas em desenvolvimento pela empresa na Bacia de Campos. Itaimbezinho, por exemplo, está a cerca de 15 km do projeto Raia, que deve entrar em operação em 2028. “Esse é mais um marco que reforça o nosso compromisso com o Brasil, um país-chave em nosso portfólio internacional. Estamos adicionando longevidade ao nosso portfólio, ao mesmo tempo em que provamos que somos capazes de executar projetos complexos e de larga-escala”, afirmou Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil, em comunicado. BACIA BLOCO Excedente em óleo para a União Ágio do excedente em óleo Empresa / consórcio vencedor Santos Esmeralda 14,10% 33,78% Karoon Brasil (100%)* Santos Ametista 9,00% 40,41% CNOOC Petroleum (70%)*; Sinopec (30%) Campos Citrino 31,19% 251,63% Petrobras (100%)* Campos Itaimbezinho 6,95% 4,20% Equinor Brasil (100%)* Campos Jaspe 32,85% 96,47% Petrobras (60%)*; Equinor Brasil (40%) * Operadora
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