20 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 óleo e gás Para o diretor-geral da agência reguladora, Artur Watt, o resultado do 3º Ciclo da OPP “foi acima do esperado”, por conta do número de concorrentes e também por terem sido vendidos cinco dos sete blocos oferecidos no leilão. “A contratação das áreas é um passo fundamental – para a manutenção das atividades do setor, a recomposição, manutenção e ampliação das reservas de petróleo do país, a atração de investimentos, a criação de empregos e a geração de divisas fortes para o Brasil. Tudo isso forma um ciclo virtuoso que beneficia toda a indústria”, disse Watt. Já Symone Araújo, diretora da ANP, apontou que a tendência é de que cada vez mais empresas de diferentes portes participem dos leilões de pré-sal, porque a agência tem optado por oferecer áreas com características diversas que atraem empresas diversas e, com isso, garante a pluralidade da concorrência. Ela classificou como nova fronteira do pré-sal especialmente os blocos Ametista e Citrino, que se aproximam da borda do polígono. A expectativa é de que pelo menos mais um leilão seja realizado no ano que vem, quando podem ser oferecidas até 26 áreas. Watt afirmou que não se sabe ainda se vão ser ofertados blocos de partilha ou de concessão nesse leilão. Se for de partilha, serão oferecidos os dois blocos que ficaram sem propostas na rodada do dia 22 de outubro – Ônix e Larimar. Para o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) e para o diretor-presidente da PPSA (Pré-Sal Petróleo), Luis Fernando Paroli, o resultado do 3º Ciclo da OPP foi positivo. Em comunicado, o IBP afirmou que, em um momento em que o país tem uma sinalização positiva para explorar suas novas fronteiras, como a Margem Equatorial, a realização do leilão reforça o papel da ANP como indutora desse processo, e seu resultado mostra o compromisso da indústria de óleo e gás com a reposição de reservas e a manutenção da autossuficiência do país. Já Paroli disse que as mudanças feitas pela ANP nos modelos dos contratos trouxeram maior flexibilidade às empresas que, desta forma, tiveram maior incentivo para investir. “Nós tivemos blocos arrematados hoje que já tinham sido leiloados antes. Na minha visão, o 3º Ciclo da OPP mostrou que o conhecimento acerca dessas áreas evoluiu e que as empresas estão dispostas a repartir bastante percentual de óleo com a União”, disse, em conversas com jornalistas após a sessão pública. No entanto, para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o resultado da rodada confirmou que a flexibilização do regime de partilha representa perdas sobre o potencial energético do pré-sal e riscos à segurança energética nacional. “O pré-sal deve ser tratado como um ativo estratégico da nação”, disse o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em comunicado. De acordo com Bacelar, o leilão constatou, mais uma vez, o avanço das petroleiras multinacionais sobre o pré-sal, facilitado pela flexibilização do regime de partilha, que retirou a obrigatoriedade de participação da Petrobras como operadora única. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), por sua vez, disse, também em
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