Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 53 Com a licença do Ibama nas mãos e o poço Morpho imediatamente perfurado, a Petrobras se mobiliza agora para conseguir a autorização para expandir a exploração da Bacia da Foz do Amazonas. O primeiro passo dado pela empresa após conseguir a licença foi recorrer ao órgão ambiental para que o documento emitido em 20 de outubro valesse também para três outros poços contingentes - Manga, Maracujá e Marolo. Os três prospectos estão localizados em lâminas d’água de 3 mil metros de profundidade e a cerca de 180 km de distância da costa do município amapaense de Oiapoque. Segundo a Petrobras, os poços contingentes estavam previstos desde o início do processo de licenciamento ambiental. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem sido enfática ao afirmar que a perfuração de um único poço, o Morpho, não é suficiente para garantir a descoberta de petróleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas. Chambriard não cansa de repetir que foi preciso perfurar nove poços pioneiros para ter uma Bacia de Campos. E assim tende a ser na Margem Equatorial do Amapá. A Petrobras pediu o licenciamento de outros seis poços na região, mas isso só foi feito no ano passado. No mesmo dia em que conseguiu a licença para Morpho, a Petrobras agilizou também a renovação do contrato com a Foresea, dona da sonda NS-42, usada na perfuração. Como o equipamento tinha sido usado nos testes para o licenciamento, necessariamente tinha que ser ele o utilizado também na perfuração definitiva. O problema é que o contrato de afretamento da embarcação venceu no último dia 21 e precisaria, de qualquer forma, ser renovado. As negociações já estavam em curso quando o Ibama autorizou a exploração da Bacia da Foz do Amazonas, o que estava em jogo eram o valor e o formato do novo contrato. Por fim, a Petrobras fez um aditivo estendendo o prazo. Desenvolvimento econômico Logo após ser informada da liberação da autorização pelo Ibama para iniciar a exploração no Amapá, Chambriard ligou para dois aliados em sua batalha pela Margem Equatorial - o governador Clécio Vieira (Solidariedade) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil). Ao governador, ela contou como foram os últimos dias de negociação com o Ibama, mais amenas, segundo Chambriard. E disse que a Petrobras não esperaria nem mais um minuto para começar a perfurar. Da parte do estado, há pressa também em criar as facilidades para aproveitar ao máximo a presença da empresa na região. “Os esforços são para ressignificar setores, para atender e absorver esse novo segmento. Por exemplo, aqui te-
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