e-revista Brasil Energia 499

54 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 óleo e gás mos as universidades federal e estadual e o instituto federal. Queremos que eles formem técnicos. A Petrobras tem uma universidade. Então, estamos tratando com a empresa para firmar um convênio e formar quadros”, afirmou o governador à Brasil Energia. O Amapá está disposto a somar incentivos fiscais para oferecer às empresas fornecedoras que quiserem se estabelecer na região e, assim, vencer a disputa pelos investimentos com o Pará e Amazonas. A ideia é não se contentar apenas com os royalties da produção, que, se a fase exploratória for bem sucedida, só devem começar a ser pagos daqui a uma década. O governo quer ver a população local trabalhando diretamente na indústria de óleo e gás. “Quero ver o Oiapoque organizado, com a população empregada no ecossistema de óleo e gás, fazendo parte dessa cadeia de valor, com jovens indígenas, ribeirinhos, fronteiriços participando desse processo virtuoso do petróleo, como engenheiros e químicos. Quero ver o mercado local fornecendo uniformes para a Petrobras, alimentação. O Oiapoque se estruturando para receber turistas. Eu vejo um futuro muito promissor para o Oiapoque, Calçoene e Amapá (municípios ao norte do estado) e, consequentemente, para todo o estado”, disse Vieira. Embate judicial Enquanto a indústria e governos comemoravam, ambientalistas e representantes de grupos minorizados recorreram à Justiça Federal do Pará. Oito organizações e redes dos movimentos ambiental, indígena, quilombola e de pescadores artesanais entraram com uma ação na 9a Vara da cidade de Belém, no dia 22 de outubro, para tentar anular a licença concedida à Petrobras para perfurar o bloco FZA-M-59. Fazem parte da aliança a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem), o Greenpeace Brasil, o Instituto Arayara, o Observatório do Clima e o WWF-Brasil. “Além de violar o direito à consulta livre, prévia e informada, previsto na Convenção 169 da OIT, o processo de licenciamento desconsiderou o alerta da Funai sobre a necessidade de realizar o Estudo do Componente Quem é fonte nesta matéria CLÉCIO VIEIRA, governador do Amapá KLEBER KARIPUNA, da Apib MAGDA CHAMBRIARD, da Petrobras

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