Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 79 O crescimento dos chamados Recursos Energéticos Distribuídos (DERs) está levando as concessionárias a deixarem seu papel de simples distribuidoras para desempenharem o papel de gestoras de prossumidores e consumidores que fogem ao controle do ONS. A mudança não será fácil. Essa nova atribuição - detalhada pelo presidente da Abradee, Marcos Madureira, em entrevista para a Brasil Energia – indica que as concessionárias precisam ter maior visibilidade sobre veículos elétricos interligados à sua rede, assim como sistemas de armazenamento e, principalmente, micro e minigeração distribuída (MMGD). Principalmente porque a MMGD representa um desafio maior para o sistema elétrico, uma vez que ela aumenta a inserção de energia na rede, mas, diferentemente de grandes usinas solares e eólicas, não está sendo devidamente monitorada. De janeiro a julho desse ano, a MMGD aumentou 5,3 GW sua capacidade, de acordo com a Aneel, a partir de dados coletados pelas distribuidoras. Para Madureira, como o ONS não consegue “enxergar” apropriadamente a geração distribuída, esse papel vem sendo direcionado internacionalmente para as distribuidoras. Na nova configuração, elas passam a ser vistas como DSO, sigla para Operadora do Sistema de Distribuição. Para assumir o novo papel e gerir os DERs, algumas concessionárias começam a adotar o conceito de DERMS, sigla para sistema de gerenciamento de recursos energéticos distribuídos. A Cemig, por exemplo, em conversa informal com a Brasil Energia, confirma que vem desenvolvendo sua plataforma, assim como a Copel e Celesc, outras duas disDERMS, ou sistemas de gerenciamento de recursos energéticos distribuídos, vêm sendo adotados pelas distribuidoras para gerir os Recursos Energéticos Distribuídos, como MMGD, veículos elétricos e armazenamento
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