e-revista Brasil Energia 499

80 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 distribuição tribuidoras que já sinalizaram avanços para adoção da tecnologia. Demanda em tempo real O NREL desenvolveu algumas iniciativas como a criação de uma estrutura para integrar a flexibilidade dos DERs ao planejamento e operação da restauração da rede. Um exemplo da estrutura de colaboração acontece quando as distribuidoras e os usuários finais (não necessariamente clientes) podem atuar de forma combinada durante períodos de interrupção de energia, usando recursos, como armazenamento associado à energia solar, para aumentar a resiliência da infraestrutura. Em conversa com a Brasil Energia, Glauco Brito, líder de Vendas e Canais para a América Latina na GE Vernova, explica o estado da arte do DERMs e como o conceito deve apoiar as distribuidoras a avançarem no papel de DSO. “O DERMS foi projetado para ajudar operadores e engenheiros de redes elétricas a transformar os recursos energéticos distribuídos de uma ameaça em uma oportunidade”, resume o especialista. Para Brito, o crescimento sem precedentes - e não gerenciado - de DERs, como energia solar fotovoltaica, armazenamento de energia em baterias e veículos elétricos pode criar vários problemas como retroalimentações, altas tensões, intermitência e carga oculta, entre outros. E o DERMS tem a capacidade de “civilizar” a inserção de recursos distribuídos a partir de medidas que incluem ações de operação, previsão e otimização dos DERs. O processo começa com a consciência situacional em tempo real dos DERs, bem como a supervisão de alertas e esquemas de controles automatizados. As distribuidoras também podem prever, de forma contínua, a carga e geração por meio de modelos matemáticos, baseados em inúmeras variáveis, incluindo previsão do tempo. A otimização, por sua vez, acontece a partir de mecanismos que podem realizar um agendamento em tempo quase real ou futuro dos DERs ligados à rede, com base em restrições técnicas e econômicas. Austrália, RU e EUA já usam tecnologia O cenário de “orquestração” já acontece, segundo o executivo da GE Vernova, em alguns países, entre eles Estados Unidos e a região da Ásia-Pacífico. Entre os focos atuais, Brito cita o uso da tecnologia para ajudar a controlar geradores fotovoltaicos e o carregamento de veículos elétricos com conexões flexíveis, de forma a evitar excesso de carga ou geração, ou evitar que grandes unidades de baterias conectadas à distribuição criem problemas, oferecem serviços para o mercado atacadista. Quem é fonte nesta matéria MARCOS MADUREIRA, presidente da Abradee GLAUCO BRITO, líder de Vendas e Canais para a América Latina na GE Vernova

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=