Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 81 No Reino Unido e outros países europeus, os casos de uso são semelhantes, exceto em relação às regulamentações. “Na Austrália, há tanta geração incorporada que às vezes ela afeta a rede em massa. Nesse contexto, o DERMS pode ajudar a reduzir parte desse excesso de geração quando há risco de a carga do sistema ficar muito baixa, o que pode impedir que as transmissoras gerenciem o balanceamento, a frequência ou a inércia do sistema”, completa. Brito faz um alerta para as concessionárias brasileiras. “A principal lição que as concessionárias mundiais, líderes em DERs, estão compartilhando é de não esperar para implementar o DERMS. Caso contrário, um dia, quando os desafios se materializarem, não se terá ideia de quais são e onde estão conectados os DERs. E não haverá nenhum contrato em vigor que permita controlá-los”. A indicação dos especialistas é que o DERMS seja integrado ao ADMS - Sistema Avançado de Gestão de Distribuição, permitindo uma “orquestração” da gestão. De forma simplificada, a meta central do ADMS é manter o sistema funcionando e restaurar a energia o mais rápido possível após uma interrupção. Já o DERMS otimiza o despacho de DERs para atender às necessidades da rede e do mercado. O ADMS geralmente se conecta a grandes DERs de escala de rede, normalmente 1MW ou maiores, enquanto o DERMS vai gerenciar dispositivos além do medidor, incluindo, muitos dos quais não são de propriedade da concessionária, caso de baterias associadas à geração solar distribuída. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Geração solar em condomínio no DF: concessionárias precisam ter maior visibilidade sobre micro e minigeração distribuída (MMGD) Foto: Divulgação/EcoEnerg
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