86 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 mobilidade no, contudo, não significa que a Prefeitura de São Paulo abandonará a eletrificação. No final de julho, a Prefeitura anunciou a entrega de mais 120 ônibus elétricos, ampliando a frota do município para 841 unidades movidas a eletricidade – o equivalente a 6,3% da frota total. Para contornar o déficit na ligação das garagens à rede elétrica, a Prefeitura informou que estão prontos sete projetos-piloto para instalação de carregadores próprios com o uso de baterias BESS. Ao todo, 44 carregadores serão instalados em sete garagens, nas quais abastecerão cerca de 400 ônibus. A experiência é fruto de protocolo de intenções firmado entre a Prefeitura e as empresas Huawei e Matrix. Biometano na coleta de lixo O uso do biometano em caminhões que fazem a coleta de lixo na capital paulista serviu de laboratório para a Prefeitura de São Paulo avaliar a adoção do biocombustível pela frota de ônibus urbanos. A substituição de caminhões a diesel por modelos a biometano foi instituída pela Prefeitura como exigência para a renovação dos contratos das concessionárias de coleta de lixo. Segundo informações da Prefeitura, atualmente 125 caminhões de lixo circulam pela capital paulista utilizando o biometano como combustível. A previsão é elevar essa frota para 608 caminhões até 2027. Os caminhões são abastecidos com o biometano produzido nos próprios aterros sanitários que recebem o lixo. A Ecourbis, que coleta resíduos em bairros das zonas Sul e Leste da capital, pretende contar até outubro com 147 veículos (caminhões compactadores e carretas) movidos a biometano. A empresa utiliza, para abastecer seus veículos, o biometano produzido em uma usina instalada no Aterro Sanitário CTL, construído e operado pela concessionária. Atualmente, a concessionária coleta diariamente, em média, 7 mil toneladas de resíduos, utilizando uma frota superior a 500 veículos, entre caminhões compactadores, carretas, furgões especiais para a coleta de RSS (lixo hospitalar) e carros de apoio. A empresa informa que a inserção dos caminhões a biometano nas rotas de coleta de lixo foi uma determinação da Prefeitura e atende às diretrizes do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo, o PlanClima SP. Para a Ecourbis, a medida “representa uma contribuição concreta para reduzir a emissão de poluentes e Gases de Efeito Estufa (GEEs). Um indicador claro nesse sentido é que, anualmente, um caminhão utilizado na coleta de resíduos consome 35 litros de óleo diesel.” n Quem é fonte nesta matéria MARCEL JORAND, presidente da Gás Verde
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