e-revista Brasil Energia 499

Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 85 infraestrutura necessária para a distribuição do biometano. O prefeito Ricardo Nunes já declarou que 90% das garagens encontram-se próximas da rede de gás canalizado. A Abiogás informa que o estado de São Paulo conta com 181 plantas com potencial para produzir 6,4 milhões de m3/dia de metano, envolvendo o aproveitamento de vinhaça, torta de filtro e resíduos de aterros sanitários. Atualmente, estão em operação plantas que produzem 400 mil m3/dia do biocombustível Gás Verde, potencial fornecedora A Gás Verde, um dos principais produtores de biometano do país, comemorou a decisão da Prefeitura de São Paulo de abrir caminhos para o biocombustível na descarbonização do transporte urbano de passageiros. “O decreto cria demanda contratual estável por parte das operadoras de transporte, que passam a contar com os produtores para cumprir as metas. A Gás Verde vai se tornar fornecedora estratégica, garantindo abastecimento contínuo em escala metropolitana e apoiando o município nessa transição energética’, disse o presidente da companhia, Marcel Jorand. A Gás Verde conta com plantas operando nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e executa um plano de expansão da oferta do biocombustível. O biometano produzido pela Gás Verde é certificado, atendendo às exigências do decreto da Prefeitura, inclusive no que se refere à comprovação por meio dos Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs), segundo Jorand. As duas plantas da Gás Verde em operação produzem 160 mil m3/dia de biometano. A empresa pretende ampliar sua capacidade de produção para 650 mil m3/ dia até 2028. “Recentemente, recebemos financiamento de R$ 131,1 milhões do BNDES, grande parte do Fundo do Clima, para construção de duas plantas.” Infraestrutura de carregamento O prefeito Ricardo Nunes terminou o seu primeiro mandato, em dezembro do ano passado, sem cumprir a meta de substituir 20% da frota de ônibus a diesel por veículos elétricos. No final do ano passado, menos de 4% da frota de ônibus da capital eram movidos por fontes de energia limpa. Ao iniciar seu segundo mandato, Nunes previu a substituição de 2.200 ônibus a diesel por veículos movidos a fontes limpas. O prefeito tem atribuído à Enel SP a responsabilidade pelo não cumprimento da meta. Segundo a Prefeitura, a concessionária não está promovendo, no ritmo necessário, a implantação da infraestrutura de carregamento dos ônibus nas garagens das companhias de transporte público. Em agosto, a Enel SP informou que havia instalado na capital infraestrutura elétrica com 44 MW em 20 garagens, o suficiente para abastecer 980 ônibus elétricos. A concessionária afirmou que ampliará, até o final do ano, o fornecimento para 88 MW, distribuídos entre 38 garagens. O lançamento do programa de estímulo à adesão ao ônibus a biometa-

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