e-revista Brasil Energia 500

10 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 entrevista Rogério Ibrahim A Foresea ganhou relevância na imprensa com o licenciamento ambiental autorizado pelo Ibama à Petrobras para explorar na Bacia da Foz do Amazonas. A relevância aumentou sobretudo às vésperas do vencimento do contrato da Foresea, relativo à sonda ODN-II, com a petrolífera. O que aconteceu depois disso? O nosso contrato foi renovado e a gente já está trabalhando, com o poço em andamento. O destaque foi em função disso. Já estivemos nessa situação em outros momentos, nessa locação, no ano passado. Então, a gente aproveitou e fez uma série de adaptações na sonda. No ano passado, a gente perfurou na Margem Equatorial da Bacia Potiguar. Mas agora a grande estrela é o poço de Morpho (na Bacia da Foz do Amazonas). Não somos nós. A locação é o grande destaque. Como está sendo a perfuração do campo de Morpho? Existe alguma peculiaridade ou desafio especial? Cada poço tem uma peculiaridade. Eu chamaria a atenção para as condições de mar, que são bem diferentes das do Sul, e para o fato de ser o primeiro poço exploratório de uma nova formação geológica. Por mais informação sísmica que se tenha, é a primeira vez perfurando ali. É diferente. Como é a condição do mar na Bacia da Foz do Amazonas? A corrente é muito maior do que no Sul e as profundidades maiores? Chega a ser um desafio a preocupar? Chega a ser um desafio, sim. Preocupar, não, porque a gente teve uma adaptação tecnológica. Não é a primeira vez que a gente está indo para lá. Foi ótimo a gente ter testado lá antes, ter verificado todas as condições e ter feito todas as adaptações necessárias. Foram colocadas tecnologias novas nessa sonda. Foi muita coisa diferente que a gente teve que adaptar para ter melhor condição de operação. Há quanto tempo a Foresea está na Bacia da Foz do Amazonas? Desde quando as condições da locação têm sido testadas? A gente está lá, nessa segunda vez, há cerca de três meses. Mas a gente já pode testar desde a primeira vez, inclusive a logística. O que aconteceu que mostrou que seria necessária uma adaptação da sonda e das condições de operação? “Foi estabelecida uma logística local para abastecer a sonda. O pequeno fornecimento tem zero problema.”

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=