Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 11 Basicamente, o fato de ser uma primeira informação geológica. A gente precisou de adaptações para entrar de maneira diferente. E as condições de mar. Uma das coisas que colocamos especificamente na sonda, que não tem nas do Sul, foi o supressor de vórtice. A lâmina d’água em Morpho é de cerca de 3 mil metros. Como a correnteza é bem maior do que no Sul, faz um pequeno turbilhonamento, que provoca um destaque diferenciado na coluna. A gente colocou uma espécie de aerofólio na coluna para que ela direcione a correnteza melhor sem provocar o turbilhonamento. Esse é um exemplo de adaptação. O que mais foi feito de diferente? Outro exemplo é a logística. Foi preciso montar todo um serviço de fornecimento de comida local. Não adianta mandar catering do Sudeste para o Norte, porque seria necessário container refrigerado. Foi estabelecida uma logística local para abastecer a sonda. Como é a relação com o mercado local? Além do catering, há outro tipo de serviço sendo prestado localmente? Há toda uma necessidade de suporte local de coisas que não sejam muito técnicas. Esse polo tecnológico vai se desenvolver na medida em que a produção acontecer. O momento atual é de pesquisa e de conhecimento. A gente ainda está perfurando um poço para saber se tem, o que tem e as condições que têm. Entre esse passo e um passo de produção vai um tempo razoável. Hoje, além do catering, a Foresea tem alguma outra contratação local? Tem de tudo quanto é pequeno fornecimento, com zero problema. A empresa mantém quantas pessoas na Bacia da Foz do Amazonas? Estamos com cerca de 150 próprios e, somados os terceirizados, chega a 200. Isso só na perfuração. Ainda tem toda uma parte de apoio da Petrobras. Como está sendo o dia a dia? A distância da costa é desafiadora? É. A distância da costa é de 200 km mais ou menos. A distância da Foz do Amazonas, de Belém, é de cerca de 500 km. São, na prática, 200 km até o Oiapoque. Como a gente vem usando Belém como base, a distância fica maior. Mas isso é uma questão temporária. A tendência é que o espaço de apoio se desloque para mais próximo. Vão ser cinco meses de perfuração? A gente tem que tomar cuidado com esses cinco meses. É um poço exploratório. A gente vai vendo o que tem, como tem. Vão ter que ser feitos testes depois. Essa é uma estimativa bem ampla. Cinco meses acho que é um bom período para que a gente possa de maneira confiável fazer tudo o que tem que ser feito. A extensão do contrato com a Petrobras foi para quanto tempo? A revisão foi para julho do ano que vem, em torno de oito meses. Em princípio, abrange o poço de Morpho. Tem dois períodos de extensão: de seis me-
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