e-revista Brasil Energia 500

12 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 entrevista Rogério Ibrahim ses e de até oito meses. A Petrobras pode fazer um cancelamento antecipado. Se tudo ocorrer no prazo cinco meses, a sonda vai para outra locação? Ela pode voltar para a Bacia Potiguar ou para o Sul. Se ela voltar para o Sul, tem um período de limpeza do casco. A Petrobras diz que a ODN-II é especial para o desafio a que ela está se propondo. Qual o diferencial dela? Todas as nossas sondas são especiais. A gente vem buscando uma certa customização de cada sonda. A ODN-II tem algumas adaptações para as condições da Margem Equatorial. A Foresea tem duas outras sondas que estão sendo adaptadas para águas rasas no Sul, especialmente para abandono de poços e descomissionamento, que são a Norbe VIII e a Norbe VI, que ganhou um prêmio na OTC há dois anos. Na Norbe VIII fizemos uma série de investimentos agora, para ela operar em lâmina d’água mais rasa. A gente vem customizando cada sonda. Tem um processo de automação da Norbe IX. Recentemente, fizemos uma perfuração de poço sem ninguém na área. Então, a gente está sempre buscando um diferencial. O que a experiência no pré-sal pode servir para a Margem Equatorial? As condições de operação da Petrobras são as mesmas. A gente tem padrões de segurança altíssimos. Na história da Foresea nenhum vazamento de óleo ao mar aconteceu. Além disso, o tempo de sonda disponível para perfuração é altíssimo. Temos uma sonda com índice de 99,8%. São padrões de segurança, manutenção e integridade do ativo elevados. Essa é uma experiência importante que a gente carrega. Em relação às condições do mar e geologia, há alguma similaridade? As lâminas d’água são profundas como algumas do pré-sal. A geologia é outra. Como foi o momento em que a equipe da Foresea recebeu a notícia de que o Ibama havia liberado a perfuração na Bacia da Foz do Amazonas? A gente estava ansioso por isso. É o que a gente sabe fazer, é a nossa história. A gente se qualificou para isso. A gente tem muito orgulho de, entre as 30 sondas disponíveis à Petrobras, a ODN-II ter sido a escolhida. A Petrobras é a maior operadora de sondas offshore no mundo. Todas as empresas internacionais estão no Brasil e a ODN-II foi a sonda escolhida para ir para a Bacia da Foz do Amazonas. Foi um arregaçar de mangas, chegou a hora. A Petrobras estava com a broca pronta aguardando apenas o aval do Ibama. As equipes estavam absolutamente preparadas, prontas para começar o serviço. Todos em campo. Como foi a negociação de extensão do contrato? A ODN-II já tem um outro contrato após esse com a Petrobras. A gente sempre achou que a Petrobras fosse conseguir a licença, que era uma questão de tempo. A gente participou de todos os testes, que foram dentro da expectativa do Ibama ou dentro do que o Ibama achou que deveria ser obtido. A gente sempre esteve dispo-

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