e-revista Brasil Energia 500

Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 105 mais energia flexível e firme para acompanhar o crescimento das energias renováveis no país”, disse. Projetado como a perna energética do polo de infraestrutura e industrial em torno do Porto do Açu, no município fluminense de São João da Barra, o complexo termelétrico ganhou vida em setembro de 2021, quando a GNA I, de 1.300 MW, então a maior termelétrica do Brasil, entrou em operação, em meio à última crise hídrica que atingiu o país. A chegada da usina, que vendera energia para o ACR no leilão A-5 de 2014, foi providencial para garantir a segurança energética naquela conjuntura difícil, ajudando a evitar um racionamento que àquela altura parecia inevitável. “A UTE GNA I teve um papel vital, operando com alta regularidade, durante a maior crise hídrica do país dos últimos 90 anos, em 2021. Com a entrada em operação da UTE GNA II, esse papel de suporte ao sistema foi ampliado”, pontua Delfosse. A GNA II, de 1.700 MW, que vendeu energia no leilão A-6 de 2017, chegaria ao SIN somente em julho deste ano, atrasado em razão de fatores como a pandemia da Covid 19 e de ajustes no arranjo da conexão ao Sistema. “A estratégia central foi estabelecer um hub de gás e energia no Porto do Açu para fornecer ao Sistema Interligado Nacional (SIN) uma energia flexível, firme, confiável e totalmente independente de fatores climáticos”, explica o executivo. O gás que alimenta as usinas vem de uma unidade flutuante, ancorada no Porto do Açu, que opera como um terminal que armazena o GNL importado e libera a molécula regaseificada. Atualmente dois gasodutos projetados, um pela NTS outro pela TAG, concorrem no âmbito do MME e ANP para a ligação do complexo do Açu à malha existente do transporte de gás. “Embora o projeto GNA tenha sido concebido para ter flexibilidade e segurança operacional através dos seus ativos e contrato de fornecimento de gás, uma possível interligação traria redundância e diversificaria o suprimento incluindo, por Parque termelétrico da GNA, de 3.000 MW, já tem licenciamento ambiental para ser ampliado

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