e-revista Brasil Energia 500

106 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 termelétricas exemplo, o gás do pré- -sal”, pondera Delfosse. Há duas alternativas em pauta, ambas com memorandos de entendimento assinados com a GNA, segundo o dirigente. A primeira é o Gasoduto Goytacazes (Gasog), de 45 km, oferecido pela TAG. A outra é o Gasoduto de Integração Norte Fluminense (Gasinf), da NTS, com 105 km de extensão. Os dois têm a mesma capacidade, até 12 milhões de m3/dia e ambos estão projetados como bidirecionais, podendo tanto abastecer o complexo termelétrico com gás da rede integrada quanto injetar na rede gás processado na unidade flutuante (FSRU) da GNA. Segundo Delfosse, os dois projetos receberam avaliações positivas da EPE que, na primeira versão do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), que se encontra em Consulta Pública até 28 de outubro, recomendou o projeto Gasog. “A decisão sobre a priorização dos projetos é um tema comercial, em discussão no momento”, afirmou. Foco no ACR Delfosse também confirmou que a energia produzida pelo Complexo GNA está 100% direcionada para o ACR, por meio dos contratos assinados como resultados dos leilões. A GNA I tem contrato pelos próximos 23 anos e a GNA II, pelos próximos 25. Questionado sobre o papel do complexo para a segurança energética do estado do Rio de Janeiro, Delfosse disse que ele “é reconhecido como um ativo estruturante de segurança energética para todo o SIN, principalmente por sua localização próxima aos maiores centros de consumo de eletricidade do país, no Sudeste”. Tanto a GNA I quando a II são usinas de ciclo combinado, ambas com quatro turbinas cada, sendo três a gás natural e uma movida pelo vapor emitido pelas outras três, processo que além de reduzir as emissões assegura níveis de eficiência superiores a 60%. A GNA I é flexível o ano inteiro e tem fornecido ao SIN uma média de 300 MW por ano desde a sua inauguração. Já a GNA II está contratada como flexível nos meses de dezembro a junho, abarcando um pouco mais do que o período úmido no qual os reservatórios das hidrelétricas estão enchendo e as UHEs estruturantes da região Norte estão operando a plena carga. De julho a novembro o contrato da usina prevê que ela opere de forma inflexível, gerando a 100% da capacidade e funcionando como um suporte para os meses mais críticos do período seco do SIN. Como foi inaugurada em julho deste ano, até o momento a GNA II só operou na versão inflexível, semelhante ao modo como atuam, por características técnicas, as usinas nucleares do complexo de Angra dos Reis. Alinhado com uma avaliação hoje majoritária no ambiente tecnológico, o presidente da GNA não tem dúvida de que “o gás natural é o combustível da transição energética”, com o papel de “fornecer um recurso flexível e despachável para complementar o crescimento das fontes renováveis intermitentes, especificamente as Quem é fonte nesta matéria EMMANUEL DELFOSSE, presidente da GNA

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