Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 107 fontes eólica e solar, garantindo a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico”. Esta visão não significa fechar os olhos para a necessidade de descarbonização imposta pelas mudanças climáticas em curso. E foi esta percepção que norteou o projeto da GNA II. A usina foi construída como uma hydrogen-ready. Significa que quando for o momento certo ela está pronta para funcionar com até 50% de hidrogênio verde em substituição ao gás natural, alinhada à evolução dos objetivos de redução das emissões. Dentro da mesma sintonia com a agenda do clima, a empresa não está alheia ao segmento das renováveis intermitentes que, devidamente ancoradas em soluções perenes, caminham para se tornarem predominantes nos sistemas de geração do futuro. O projeto abre-alas, com investimento de R$ 15 milhões, será a primeira usina agro- -solar do Sudeste, com capacidade de, na mesma área, gerar até 1,5 MW de energia solar e permitir o cultivo agrícola. O empreendimento é uma parceria com a empresa de origem alemã SUNfarming Holding do Brasil e com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Ele será instalado na área da Escola Técnica Agrícola Antônio Sarlo, no município fluminense de Campos dos Goytacazes, garantindo à instituição a autossuficiência energética, e contará com um centro de treinamento e pesquisas, oferecendo capacitação em técnicas agrícolas e na área de eletricidade, em cooperação com instituições do Brasil e da Alemanha. Delfosse ressaltou que o arranjo acionário que criou a GNA representa por si só uma garantia de que não faltará capital e suprimentos para a continuidade dos projetos da empresa. A GNA é resultado de uma joint-venture formada pela Prumo Logística (fundos EIG Global Energy Partners e Mubadala), a BP, a Siemens AG, a Siemens Energy e a chinesa SPIC Brasil. A Prumo é a titular do Porto do Açu e oferece a infraestrutura portuária para o FSRU e sua conexão com o complexo de usinas. A bp é a fornecedora do GNL, o grupo Siemens entrou com capital, com os equipamentos de geração e com a operação e manutenção. E a SPIC empresta sua experiência em estratégia de operação de um parque gerador global com mais de 150 GW. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Termelétricas e Segurança Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Unidade flutuante ancorada no Porto do Açu abastece as termelétricas da GNA com gás natural Foto: Divulgação
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