Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 113 de unidades previstas até 2040, o que representará mais de 27% da frota nacional. O avanço da mobilidade elétrica no Brasil exigirá investimentos de R$ 25 bilhões até 2040 apenas para a infraestrutura de recarga de bateria. O estudo propõe políticas públicas para que os desafios estruturantes sejam vencidos e o país alcance os objetivos de segurança energética, a partir das demandas projetadas para os próximos 15 anos. Transição em curso O trabalho ressalta o papel estratégico dos veículos híbridos-flex (bioelétricos), uma inovação nacional que deverá compor a maior parte da frota de veículos híbridos, consolidando uma rota tecnológica eficiente e alinhada às vantagens competitivas do país. O cenário também reflete uma transição em curso, marcada pela diversificação de tecnologias e pela consolidação de várias rotas para uma mobilidade mais sustentável e acessível. Para o MBCBrasil, o desafio é transformar esse potencial técnico em resultados estruturantes. A entidade defende que o sucesso da mobilidade de baixo carbono depende da convergência entre inovação tecnológica e políticas públicas bem coordenadas. “O Brasil tem condições únicas para liderar uma transição energética eficiente e inclusiva, capaz de unir crescimento econômico e sustentabilidade. O avanço das novas tecnologias e o fortalecimento dos biocombustíveis mostram que é possível reduzir emissões e, ao mesmo tempo, ampliar oportunidades de desenvolvimento”, afirma José Eduardo Luzzi, presidente do instituto. Demanda por etanol pode crescer até 2,4 vezes O estudo aponta também que os biocombustíveis assumem papel estratégico na transição energética brasileira. O etanol, apontado como um dos maiores diferenciais do país, pode ter a demanda ampliada em até 2,4 vezes até 2040, impulsionada tanto pelo consumo interno quanto pela abertura de novos mercados globais. Essa expansão será especialmente relevante com o uso crescente do etanol na produção de SAF e no transporte marítimo, segmentos que podem alcançar em 2040 um volume quase equivalente à 80% da demanda total de etanol do ciclo Otto registrada em 2025. Contudo, o documento enfatiza que, apesar do crescimento da demanda para SAF e transporte marítimo, a oferta de etanol será robusta, impulsionada pelo aumento da produtividade da cana-de- -açúcar e pela expansão do etanol de milho, garantindo o suprimento para o transporte terrestre. Esse movimento reforça o papel do Brasil como fornecedor estratégico de energia limpa. Para suportar esse crescimento, o setor sucroenergético investe em inovação tecnológica, com avanços genéticos e biotecnológicos capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade da oferta. A oferta de etanol de milho ganha protagonismo como vetor de segurança energética e diversificação, saltando de 7,6 bilhões de litros em 2024 para cerca de até 25 bilhões em 2040, ampliando a capacidade do país de atender à demanda global por fontes renováveis. n
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