120 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 Especial Mossoró Oil & Gas Energy A obra segue dentro do cronograma, com o primeiro cliente sendo conectado já em dezembro, antes da entrega final prevista para meados de 2026. “O projeto não atende só os salineiros. A rota permitirá ligações residenciais, comerciais e de GNV ao longo do percurso”, explica. A recepção dos municípios ao Polo tem sido “muito positiva”. Segundo Marina, o gás natural funciona como “um rio de oportunidades”: comércios, postos de combustíveis e indústrias da cadeia salineira têm buscado conexão assim que a rede passa diante de seus estabelecimentos. “A segurança e a estabilidade do fornecimento despertam interesse imediato”, afirma. No suprimento, a Potigás mantém contratos com Petrobras, Petroreconcavo e Brava, além de acordos spot. Apesar de não ter chamada pública aberta no momento, Marina diz que novas parcerias podem surgir conforme o aumento da demanda — especialmente diante da chegada do primeiro cliente livre do estado. Hoje, a empresa distribui 250 mil m3/dia, mas a perspectiva é de expansão caso a termoelétrica Termoaçu, da Petrobras, seja retomada. A usina está inscrita no Leilão de Capacidade, e a Potigás aposta na contratação. “Ela é uma âncora para o desenvolvimento do mercado e para melhorar o preço do gás. É competitiva, mais limpa e pode impulsionar toda a cadeia”, defende. Os desafios, afirma Marina, passam pela integração com outras fontes energéticas do estado — solar, eólica e petróleo — e pela necessidade de garantir segurança e competitividade ao setor industrial. “Acreditamos no papel do gás na transição e como energia firme para o crescimento econômico”, explica. Para 2026, a Potigás mantém o ritmo acelerado. A empresa pretende concluir o Polo Gás Sal, avançar pela Costa Branca e consolidar a entrada em Grossos. A projeção é chegar a oito municípios em 2027. ATE projeta expansão com novos poços, avanço em concessões e M&A A Azevedo & Travassos Energia (ATE) mantém o plano de ampliar a produção de gás no campo de Periquito, no Rio Grande do Norte. Segundo o presidente da empresa, Ivan Carvalho, o processo de licenciamento ambiental para três novos poços segue em curso no Idema, com expectativa de conclusão entre fevereiro e março de 2026. Em entrevista à Brasil Energia, ele afirmou que a sonda própria da companhia, testada no poço Andorinha 5 em parceria com a Petro-Victory, já está preparada para iniciar a perfuração. A empresa comercializa atualmente o gás de Periquito com a Natural Gás, parceria que Carvalho classifica como satisfatória. Ele afirma que a expectativa de produzir 40 mil a 45 mil m3/dia poderá exigir novos acordos comerciais, caso a capacidade da atual compradora não seja suficiente. Para ele, o adicional de oferta pode ampliar alternativas para consumidores finais, sem
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=