e-revista Brasil Energia 500

28 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 termelétricas 8.019 MWmed, respectivamente, menos da metade da média de 2021. Em relação à média dos seis meses de seca mais aguda de 2023, a geração térmica no mesmo período deste ano foi 35,3% maior. No ano, até outubro, a contribuição das térmicas fechou em 9.785 MWmed. Basicamente, as termelétricas, descontadas as características de maior ou menor flexibilidade de cada uma, funcionam para complementar a geração das fontes renováveis ou mais baratas e para suprir os sistemas isolados das regiões do país ainda não totalmente abastecidas pelo Sistema Interligado. A intensidade do seu uso precisa também ser medida em relação à carga média de energia do período. Sob este ponto de vista, por exemplo, a geração térmica na crise hídrica de 2014/2015, embora em números absolutos tenha sido menor do que a registrada no período em análise neste texto (maio a outubro) do que a de 2021, proporcionalmente à carga, foi maior. De maio a outubro de 2014, a geração térmica foi de 16.103 MWmed, para uma carga de 59.805 MWmed no período, o que representou uma proporção de 26,92%. Em 2015 a geração térmica do período cresceu 1,4%, para 16.330 MWmed, a segunda maior da série histórica até agora. Naquele ano, a carga média de maio a outubro foi de 62.766,8 MWmed, o que significa que a geração térmica contribuiu proporcionalmente com menos energia, totalizando 26,02%. Na comparação proporcional à carga, os 17.694 MWmed de geração térmicas computados nos seis meses em análise de 2021 ficam em segundo lugar, com 26,09% da carga média do período que foi de 67.814,5 MWmed. Este ano, os 10.819 MWmed de contribuição térmica apurados de maio a outubro representaram 13,87% da carga média de 77.995,5 MWmed do período. Quando medida em termos anuais, a geração termelétrica deste ano ficou em 9.785 MWmed até outubro, devendo também ser a segunda colocada desde 2021, quando o total alcançou 14.921 MWmed. No ano passado as térmicas produziram 8.429 MWmed e em 2022 e 2023, geraram, respectivamente, 7.499 e 7.001 MWmed. Nos anos completos das crises hídricas de 2014 e 2015, a geração total das térmicas somou 15.878 e 15.869, respectivamente. Caçula, GNA II gerou mais Embora inaugurada oficialmente no final de julho deste ano, a UTE GNA II, maior termelétrica do Brasil atualmente, já liderou a produção térmica por usinas do período de maio a outubro. Os dados do ONS mostram que em maio ela já operava, tendo gerado 440 MWmed no mês. No período em análise, a usina, localizada no Porto do Açu, município de São João da Barra (RJ), gerou 922,6 MWmed, quase o dobro da segunda colocada no período que foi a UTE Mauá III, com 487 MWmed. O pico diário de geração da usina, pertencente à Gás Natural do Açu (GNA), até agora foi 1.678 MWmed no dia 20 de julho, oito dias antes da sua inauguração oficial. A GNA II, com 1.700 MW de capacidade, movida a gás natural, faz parte de um complexo de geração que conta

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=