Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 51 Conteúdo oferecido por vas fronteiras, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas, alertando que a falta de reposição de reservas pode levar o Brasil a voltar a ser importador de petróleo. O diretor também enfatizou o potencial de desenvolvimento social e econômico que uma eventual descoberta de reservas na Foz do Amazonas traria para a região Norte, permitindo investimentos em saúde, educação e atração de empresas, além de beneficiar a indústria nacional de bens e serviços. Em relação ao futuro da indústria, Mendes citou um estudo que projeta um aumento na necessidade de derivados de petróleo até 2050, passando de 2,33 milhões para 3 milhões de barris/dia no melhor cenário de transição energética, o que reforça a longevidade do setor e a importância de atrair jovens profissionais. Sobre o contingenciamento orçamentário da agência, o diretor afirmou que a ANP trabalha na iniciativa de criar uma taxa para compor um fundo da agência, o que, combinado com um projeto de lei do senador Laércio Oliveira, poderá reduzir as restrições orçamentárias. Petrobras adverte: burocracia no licenciamento ameaça autossuficiência petrolífera Diretora Sylvia Anjos celebra licença na Foz do Amazonas, mas cobra ritmo adequado para evitar o declínio da produção e reforça planos de plataformas simplificadas para o Pré-Sal e campos maduros ASSISTA a vídeo-entrevista Diretor da ANP, Pietro Mendes, ressalta segurança jurídica e destaca Margem Equatorial como crucial para evitar que o país volte a ser importador de petróleo ASSISTA a vídeo-entrevista O Brasil corre o risco de perder a autossuficiência em petróleo se o ritmo de licenciamento ambiental para exploração não for adequado, alertou Sylvia Anjos, Diretora de Exploração e Produção da Petrobras, em entrevista à Brasil Energia. Anjos celebrou a recente licença para a Foz do Amazonas, destacando a Margem Equatorial como a nova fronteira necessária para suceder ao Pré-Sal, que, assim como a Bacia de Campos, inevitavelmente entrará em declínio. A diretora enfatizou que o petróleo é o maior produto da balança comercial brasilei-
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