e-revista Brasil Energia 500

52 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 Especial OTC Brasil 2025 ra, e a Petrobras precisa perfurar poços suficientes com antecedência para garantir a manutenção do patamar de mais de 5 milhões de barris equivalentes produzidos. Sobre o primeiro poço na Margem Equatorial, ela explicou que é um poço profundo (mais de 7.000 metros) e, embora arriscado e mais caro, possui um prêmio (recompensa) altíssimo caso encontre óleo. Em relação aos campos maduros e ao Pré-Sal, a Petrobras está voltando ao conceito de plataformas replicantes — modelos mais simples e com menor custo — para viabilizar projetos como a revitalização da Bacia de Campos e a adição de uma nova unidade em Tupi. O campo de Tupi, por exemplo, está passando pelo projeto "Tupi Mais Valor", que busca otimizar a produção para atingir novamente o platô de 1 milhão de barris. Anjos também garantiu que todo o portfólio rentável, incluindo campos onshore na Bahia, é prioridade, com a produção em terra devendo dobrar em alguns anos graças a intervenções em poços (workovers) e servindo como laboratório para testes de novas tecnologias. Francilmar Fernandes, Diretor de Operações da PRIO, detalhou, em entrevista à Brasil Energia, a estratégia da companhia para otimizar a produção em campos maduros, que se baseia na otimização do custo operacional e no aumento do fator de recuperação dos ativos. Segundo Fernandes, o maior desafio nesse segmento é a mudança de mentalidade em toda a cadeia de fornecimento e entre os profissionais. Ele explica que a urgência é um fator crucial, exigindo movimentos mais ágeis, rápidos e, principalmente, preços mais “enxutos e mais baixos” para que os projetos se tornem viáveis e o campo não pare de produzir por falta de lucratividade. O executivo classificou a atuação das operadoras independentes como “fundamental” e um “grande motor de desenvolvimento” para a indústria brasileira, pois o investimento delas gera mais serviços, bens e mão de obra, resultando em maior arrecadação para o governo via royalties e impostos. A PRIO, segundo ele, busca construir parcerias estratégicas e entende que o preço mais importante é aquele que viabiliPRIO foca em campos maduros e pede mudança de mentalidade para viabilizar projetos Diretor de Operações, Francilmar Fernandes, destaca a necessidade de custos enxutos e parcerias estratégicas para estender a vida útil de ativos e gerar valor para a sociedade ASSISTA a vídeo-entrevista

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