e-revista Brasil Energia 500

Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 53 Conteúdo oferecido por za o projeto, permitindo que os ativos produzam mais por mais tempo. Para Fernandes, o setor é poderoso e um “clamor” é feito para que toda a cadeia — fornecedores, governo, profissionais e sociedade — se junte para destravar e investir nesses ativos mais maduros. Em relação à tecnologia, ele ressaltou que a inovação deve ser economicamente viável para campos maduros, não necessariamente disruptiva, mas focada em áreas como gestão de integridade, combate à corrosão, gestão de água e perfuração de poços mais baratos. Falta de dados atrasa licenciamento da Margem Equatorial A OceanPact, que evoluiu de uma empresa de emergências ambientais para uma fornecedora de serviços que acompanha todo o ciclo de vida do petróleo, projeta um longo período de crescimento para o setor de óleo e gás no Brasil, especialmente com o avanço da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas. Segundo Erik Cunha, diretor comercial e de marketing da companhia, o principal desafio para destravar a exploração em novas fronteiras reside na carência de informação e dados primários sobre a biodiversidade e dinâmica oceanográfica da região. Cunha defende que, ao contrário de bacias já conhecidas, onde o licenciamento é rápido, as novas áreas exigem levantamentos robustos de dados para despolitizar o processo e dar segurança aos órgãos ambientais. Ele sugere a adoção de campanhas multiclient para a coleta de dados, de forma a baratear o processo e aumentar o volume de informação disponível, seguindo o modelo da sísmica. A OceanPact já está envolvida em diversas frentes, desde o apoio com sua frota de 28 embarcações até a engenharia submarina, além de participar ativamente do mercado de descomissionamento, uma área nova no Brasil. A Petrobras planeja investir cerca de US$ 10 bilhões em descomissionamento entre 2025 e 2029, mas Cunha ressalta que o setor precisa de maior definição regulatória sobre as práticas, como a possibilidade de transformar estruturas submarinas em recifes artificiais (Rigs-to-Reefs). Olhando para a transição energética, a OceanPact já foca em novos negócios, como o potencial da eólica offshore e o uso de sua expertise em projetos de descarbonização e revitalização de ecossistemas. Diretor Comercial da OceanPact aponta necessidade de levantamentos multiclient na nova fronteira e destaca a oportunidade de descomissionamento, que movimentará US$ 10 bilhões até 2029 ASSISTA a vídeo-entrevista

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