e-revista Brasil Energia 500

Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 67 paradas de manutenção ao longo dos próximos cinco anos. “A refinaria tem uma íntima relação com o Porto de Suape, que conta com uma capacidade instalada e permite a importação de óleo cru e exportação de derivados para outros estados do Norte e Nordeste (do país)”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ela ressaltou que, no Porto de Suape, a Petrobras opera 81% dos granéis líquidos movimentados. “Quando a gente fala em expansão da refinaria, estamos falando também da expansão da participação da Petrobras nas atividades do Porto de Suape”, acrescentou ela. As unidades de processamento serão entregues de forma gradativa. Todas começam ao mesmo tempo e, até julho de 2029, a refinaria estará completamente concluída. A primeira delas será uma unidade de destilação atmosférica, que ficará pronta até o fim de 2026 e sozinha acrescentará 50 mil bpd de capacidade à Rnest. Os contratos foram assinados com a Consag, Tenenge, CPL, Possebon, Tecnosonda e Schneider Electric. A ampliação vai acrescentar cerca de 13 milhões de litros de diesel S10 (de baixo teor de enxofre) por dia à capacidade de produção nacional. A capacidade total atual da Rnest é de 130 mil barris/dia de petróleo, atingida após a conclusão da modernização do Trem 1 em março de 2025. Com a futura construção do Trem 2, a capacidade será dobrada para 260 mil barris/dia. Segundo a Petrobras, a Rnest é estratégica para o Brasil, pois é um hub poderoso da companhia nas regiões Norte e Nordeste. O investimento no Projeto Rnest é um dos destaques no PN 2026-2030 e faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Nacionalmente, a Petrobras está investindo US$ 15,8 bilhões até 2029 no segmento de refino, transporte e comercialização, petroquímica e fertilizantes, valor 15,8% inferior ao plano de negócios anterior. Segundo Chambriard, a companhia tem objetivos de expandir, adequar e diversificar o parque industrial, com monetização do petróleo nacional, na busca de aumentar a oferta de produtos de alta qualidade e baixo carbono. “Os volumes reforçam a relevância da Rnest na ampliação da produção de derivados de maior valor agregado no parque de refino da Petrobras, promovendo ganhos em produtividade e contribuindo para o fornecimento de combustíveis com baixo teor de enxofre. Teremos investimentos rentáveis, que nos permitirão integração e diversificação dos negócios, com geração de valor na transição energética justa”, reforçou a presidente da empresa. A Rnest iniciou suas operações em 2014, com o primeiro conjunto de unidades (Trem 1). É a mais moderna refinaria da Petrobras, com avançadas tecnologias e o maior nível de automação do parque de refino da companhia. Em dezembro de 2024, a Rnest iniciou a operação da unidade SNOX, a primeira do tipo no refino brasileiro, responsável por reduzir emissões de óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (NOx) e por produzir ácido sulfúrico, um novo produto comercializado pela refinaria, que, além de rentável, contribuiu para a preservação do meio ambiente. n

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